HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2024
Paciente de 50 anos, GO PO, com história familiar de câncer de mama, vem ao consultório preocupada porque apareceu na mamografia um nódulo sólido, ovalado, isoecogênico, bem delimitada, com a largura maior que a altura. Qual a classificação BI RADS dessa imagem?
Nódulo mamário sólido, ovalado, bem delimitado, isoecogênico, largura > altura → BI-RADS 3 (provavelmente benigno, seguimento curto prazo).
As características descritas (nódulo sólido, ovalado, isoecogênico, bem delimitado, largura maior que a altura) são altamente sugestivas de benignidade. O BI-RADS 3 é atribuído a achados provavelmente benignos, com uma chance de malignidade inferior a 2%, que requerem acompanhamento em curto prazo (geralmente 6 meses) para confirmar estabilidade.
O sistema BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada desenvolvida pelo American College of Radiology para classificar achados em exames de imagem da mama, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Seu objetivo é reduzir a variabilidade na interpretação, facilitar a comunicação entre os profissionais e guiar a conduta clínica. A classificação BI-RADS varia de 0 a 6, indicando o grau de suspeita de malignidade e a recomendação de manejo. A categoria BI-RADS 3 é atribuída a achados que são 'provavelmente benignos', ou seja, possuem uma probabilidade muito baixa de malignidade (geralmente < 2%). As características típicas de um nódulo BI-RADS 3 incluem forma ovalada, margens bem definidas ou microlobuladas, orientação paralela à pele (largura maior que a altura), e ecogenicidade isoecogênica ou levemente hipoecogênica. Exemplos comuns são fibroadenomas e cistos complicados. A conduta recomendada para um achado BI-RADS 3 é o acompanhamento em curto prazo, geralmente com exames de imagem repetidos em 6 meses. Esse seguimento permite monitorar a estabilidade da lesão. Se o nódulo permanecer estável por um período de 2 a 3 anos, ele pode ser reclassificado como BI-RADS 2 (benigno). A biópsia só é considerada se houver alterações nas características da lesão ou se a paciente ou o médico optarem por uma elucidação diagnóstica mais precoce, embora não seja a conduta padrão inicial.
Um nódulo BI-RADS 3 geralmente apresenta características ultrassonográficas sugestivas de benignidade, como forma ovalada, margens bem definidas, orientação paralela à pele (largura maior que a altura), e ecogenicidade iso ou hipoecogênica. A chance de malignidade é muito baixa, inferior a 2%.
A conduta para um achado BI-RADS 3 é o acompanhamento em curto prazo, geralmente com mamografia e/ou ultrassonografia em 6 meses. O objetivo é confirmar a estabilidade da lesão ao longo do tempo. Se estável após 2-3 anos, pode ser reclassificado como BI-RADS 2 (benigno).
Um BI-RADS 3 indica um achado provavelmente benigno com baixa suspeita de malignidade (<2%). Já um BI-RADS 4 indica uma lesão suspeita, com chance de malignidade entre 2% e 95%, e requer biópsia para elucidação diagnóstica. As características morfológicas (margens irregulares, forma não ovalada, orientação não paralela) são cruciais para essa diferenciação.
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