UNIFESO/HCTCO - Hospital das Clínicas de Teresópolis Costantino Ottaviano (RJ) — Prova 2020
A.M.A.P, 52 anos, sexo feminino procurou a UBS próxima à sua casa com máxima urgânica após assistir ao programa da Ana Maria Braga sobre o Outubro Rosa e ficou bastante ansiosa com as questões do câncer de mama. Prontamente a enfermeira da unidade solicitou uma mamografia com duas incidências. Você é o (a) médico (a) responsável pela UBS e a paciente retorna hoje, com o resultado da mamografia, chorando e bastante preocupada após inadvertidamente abrir e ler o laudo do exame, conforme descrito abaixo: Título: Mamografia Digital Bilateral - Exame comparativo das mamas realizado nas incidências crânio-caudal e oblíqua médio-lateral; Laudo: Mamografia bilateral; Mamas bem configuradas com revestimento cutâneo, mamilos e aréolas sem alterações. Mamas apresentando media quantidade de tecido fibroglandular na região retroareolar. Não se individualizam nódulos ou massas intramamárias. Presença de calcificações grosseiras isoladas. Ausência de calcificações de aspecto suspeito. Tecido vascular de características radiológicas normais. Ausência de gânglios axilares. Conclusão: Categoria 2 - BI-RADS II; Qual a sua orientação e conduta perante a esta situação:
BI-RADS II = achado benigno, manter rastreamento convencional.
A classificação BI-RADS II na mamografia indica achados benignos, sem evidência de malignidade, e a conduta adequada é tranquilizar a paciente e orientá-la a seguir o rastreamento mamográfico convencional de acordo com sua faixa etária e fatores de risco.
A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada utilizada para descrever achados em exames de imagem da mama, como mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética. Seu objetivo é categorizar as lesões mamárias de acordo com seu risco de malignidade, facilitando a comunicação entre radiologistas e clínicos e orientando a conduta subsequente. A categoria BI-RADS II indica achados benignos, ou seja, não há evidência de câncer. Exemplos incluem cistos simples, fibroadenomas com características típicas, calcificações grosseiras ou vasculares. Nesses casos, o risco de malignidade é de 0%, e a paciente deve ser tranquilizada, pois o resultado é considerado normal para fins de rastreamento de câncer de mama. A conduta para BI-RADS II é manter o rastreamento mamográfico convencional, seguindo as recomendações de idade e periodicidade estabelecidas pelas diretrizes de saúde (geralmente anual ou bienal a partir dos 40 ou 50 anos, dependendo da diretriz e fatores de risco). É crucial evitar a solicitação de exames adicionais desnecessários, que podem gerar ansiedade na paciente e sobrecarga no sistema de saúde, além de expor a paciente a procedimentos invasivos sem indicação.
BI-RADS II significa que o exame mamográfico revelou achados benignos, ou seja, não há evidências de câncer. São achados claramente não cancerosos, como calcificações grosseiras ou nódulos sólidos com características benignas.
A conduta recomendada é tranquilizar a paciente, informando que os achados são benignos e não sugerem malignidade. Deve-se orientá-la a manter o rastreamento mamográfico convencional, conforme as diretrizes de saúde para sua idade e fatores de risco.
Exames adicionais como ultrassonografia ou biópsia são geralmente indicados para categorias BI-RADS mais elevadas (BI-RADS 3, 4 ou 5), que indicam achados provavelmente benignos, suspeitos ou altamente sugestivos de malignidade, respectivamente. Para BI-RADS II, não há necessidade de investigação adicional imediata.
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