Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2026
Paciente de 35 anos apresenta mamografia com achado BI-RADS 4. Qual a conduta imediata recomendada?
BI-RADS 4 = Suspeita de malignidade (2-95%) → Exige avaliação histopatológica (biópsia).
Qualquer achado mamográfico classificado como BI-RADS 4 possui risco significativo de câncer e deve ser submetido à biópsia percutânea para confirmação diagnóstica.
O sistema BI-RADS (Breast Imaging-Reporting and Data System) foi criado para padronizar os laudos de imagem da mama e orientar a conduta clínica. A categoria 4 representa um ponto de inflexão no manejo, onde a probabilidade de doença maligna justifica o custo e a invasividade de um procedimento diagnóstico. Na prática clínica, após a classificação BI-RADS 4, o médico deve solicitar a biópsia mais adequada para a lesão visualizada. Se o resultado da biópsia for benigno, mas a imagem for altamente suspeita (discordância rádio-histológica), uma nova biópsia ou exérese cirúrgica da lesão deve ser considerada para garantir que não houve erro de amostragem.
A categoria BI-RADS 4 é definida como 'achados suspeitos' e possui uma ampla variação no risco de malignidade, variando de 2% a 95%. Por causa dessa incerteza e do risco não desprezível, a recomendação padrão é sempre a realização de biópsia. Ela é frequentemente subdividida em 4A (baixa suspeita, 2-10%), 4B (moderada suspeita, 10-50%) e 4C (alta suspeita, 50-95%) para melhor comunicação entre radiologistas e mastologistas.
A preferência inicial é por biópsias percutâneas guiadas por imagem, como a Core Biopsy (biópsia por agulha grossa) ou a Mamotomia (biópsia a vácuo). A escolha depende do tipo de lesão: nódulos são geralmente bem avaliados por Core Biopsy guiada por ultrassom, enquanto microcalcificações suspeitas frequentemente exigem mamotomia guiada por estereotaxia. A biópsia cirúrgica é reservada para casos onde a biópsia percutânea foi inconclusiva ou discordante.
A diferença fundamental reside na probabilidade de câncer e na agressividade da investigação. O BI-RADS 3 tem risco de malignidade ≤ 2%, permitindo o acompanhamento semestral por 2 a 3 anos. Já o BI-RADS 4, com risco > 2%, não admite observação; a conduta imediata e obrigatória é a obtenção de tecido para análise histopatológica, visando o diagnóstico precoce de um possível carcinoma.
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