BI-RADS 3 na Mamografia: O Que Significa e Conduta

UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2024

Enunciado

Mulher de 52 anos, que nunca realizou mamografia anteriormente, apresenta laudo de BI-RADS 3. No rastreamento do câncer de mama, esse achado indica:

Alternativas

  1. A) malignidade conhecida
  2. B) anormalidade suspeita
  3. C) provável benignidade
  4. D) avaliação incompleta

Pérola Clínica

BI-RADS 3 = achado provavelmente benigno, com risco < 2% de malignidade, requerendo seguimento em curto prazo.

Resumo-Chave

A categoria BI-RADS 3 indica um achado provavelmente benigno, com necessidade de acompanhamento em curto prazo (geralmente 6 meses) para confirmar a estabilidade da lesão e evitar biópsias desnecessárias. É crucial diferenciar de lesões suspeitas.

Contexto Educacional

A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para descrever achados mamográficos, ultrassonográficos e de ressonância magnética da mama, auxiliando na comunicação entre radiologistas e clínicos. É fundamental para o rastreamento e diagnóstico do câncer de mama, categorizando as lesões de 0 a 6, indicando a probabilidade de malignidade e a conduta recomendada. A categoria BI-RADS 3 representa um achado provavelmente benigno, com um risco de malignidade inferior a 2%. Exemplos incluem nódulos sólidos circunscritos sem calcificações, assimetrias focais ou grupos de microcalcificações com morfologia benigna. Nesses casos, a conduta é o acompanhamento em curto prazo, tipicamente com exames de imagem em 6 meses, para monitorar a estabilidade da lesão. O objetivo do BI-RADS 3 é evitar biópsias desnecessárias em lesões com alta probabilidade de benignidade, ao mesmo tempo em que garante o monitoramento adequado para identificar qualquer mudança que possa indicar malignidade. É crucial que residentes compreendam essa categoria para um manejo clínico apropriado e para tranquilizar as pacientes.

Perguntas Frequentes

Quais são os achados que levam à classificação BI-RADS 3?

Achados como nódulos circunscritos não calcificados, assimetrias focais ou microcalcificações agrupadas de morfologia benigna podem ser classificados como BI-RADS 3.

Qual a conduta recomendada para uma lesão BI-RADS 3?

A conduta padrão é o acompanhamento em curto prazo, geralmente com mamografia unilateral ou bilateral em 6 meses, para avaliar a estabilidade da lesão e descartar malignidade.

Qual o risco de malignidade associado ao BI-RADS 3?

O risco de malignidade para uma lesão classificada como BI-RADS 3 é baixo, geralmente inferior a 2%, justificando o seguimento em vez da biópsia imediata.

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