Mamografia BI-RADS 3: Conduta e Seguimento Radiológico

HEVV - Hospital Evangélico de Vila Velha (ES) — Prova 2022

Enunciado

Considere que uma paciente de 56 anos de idade, G₃ P₃ A₀, comparece à consulta trazendo resultado de mamografia categoria 3 BI-RADS®, realizada há cerca de um mês. O exame clínico das mamas não apresentou alterações. Com relação à conduta a ser adotada, recomenda-se:

Alternativas

  1. A) Correlacionar esse resultado a outros métodos de imagem, conforme recomendação do médico radiologista.
  2. B) Encaminhar essa paciente, imediatamente, para a unidade de referência secundária para investigação histopatológica.
  3. C) Realizar controle radiológico por três anos, com repetição do exame a cada seis meses no primeiro ano e anual nos dois anos seguintes. Confirmando estabilidade da lesão, volta-se à rotina.
  4. D) Realizar biópsia, já que a maioria desses casos são malignos, além de avaliar risco genético (BRCA1 e BRCA2).

Pérola Clínica

BI-RADS 3 → lesão provavelmente benigna (<2% malignidade) → controle radiológico em 6 meses.

Resumo-Chave

A categoria BI-RADS 3 indica uma lesão com alta probabilidade de ser benigna (risco de malignidade < 2%). A conduta padrão é o seguimento radiológico em curto prazo (geralmente 6 meses) para confirmar a estabilidade, evitando biópsias desnecessárias.

Contexto Educacional

A classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para descrever achados em exames de imagem da mama e orientar a conduta. A categoria BI-RADS 3 é atribuída a achados provavelmente benignos, com um risco de malignidade inferior a 2%. Exemplos incluem nódulos ovais, circunscritos, não calcificados, ou assimetrias focais que não são claramente benignas. A conduta para uma lesão BI-RADS 3 é o seguimento radiológico em curto prazo. O objetivo é confirmar a estabilidade da lesão ao longo do tempo, evitando biópsias desnecessárias em uma grande maioria de casos que são realmente benignos. O protocolo mais comum envolve a repetição da mamografia (e, se indicado, ultrassonografia) em 6 meses, seguida por exames anuais por mais dois anos. Se a lesão permanecer estável durante esse período, ela pode ser reclassificada como BI-RADS 2 (benigna), e a paciente retorna ao rastreamento de rotina. É fundamental que o médico explique claramente à paciente o significado da categoria BI-RADS 3 e a importância do seguimento. Embora o risco de malignidade seja baixo, a vigilância é essencial para identificar precocemente qualquer alteração. A biópsia é reservada para casos em que a lesão demonstra crescimento ou alteração de características durante o seguimento, ou quando há uma forte suspeita clínica que justifique uma investigação mais invasiva.

Perguntas Frequentes

O que significa a categoria BI-RADS 3 na mamografia?

A categoria BI-RADS 3 indica um achado provavelmente benigno, com um risco de malignidade inferior a 2%. Geralmente, são lesões com características benignas, mas que não permitem uma certeza absoluta de benignidade, necessitando de um acompanhamento mais próximo.

Qual a conduta recomendada para uma lesão BI-RADS 3?

A conduta padrão para BI-RADS 3 é o controle radiológico em curto prazo. Isso geralmente envolve a repetição da mamografia (e, se necessário, ultrassonografia) em 6 meses, e depois anualmente por mais 2 anos. Se a lesão permanecer estável, ela pode ser reclassificada como BI-RADS 2 (benigna) e a paciente retorna à rotina de rastreamento.

Quando uma lesão BI-RADS 3 pode exigir biópsia?

A biópsia é considerada se a lesão apresentar qualquer alteração de tamanho, forma ou características durante o período de seguimento, ou se houver alta suspeita clínica que contradiga o achado radiológico. Em casos selecionados, a biópsia pode ser realizada inicialmente, mas não é a conduta de rotina.

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