BI-RADS 3 na Mamografia: Qual a Conduta Correta?

FMJ - Faculdade de Medicina de Jundiaí - Hospital Universitário (SP) — Prova 2026

Enunciado

Paciente de 45 anos de idade, com exame ginecológico normal e assintomática, foi submetida à mamografia de rotina. O laudo concluiu como resultado BI-RADS 3. Com base nesse caso clínico hipotético, assinale a opção correta a respeito da conduta a ser seguida.

Alternativas

  1. A) Repetir a mamografia em um ano.
  2. B) Solicitar biópsia guiada por ultrassonografia.
  3. C) Solicitar ressonância magnética das mamas.
  4. D) Solicitar ultrassonografia das mamas em seis meses.
  5. E) Repetir a mamografia em seis meses.

Pérola Clínica

BI-RADS 3 → Risco de malignidade < 2% → Controle radiológico em 6 meses.

Resumo-Chave

Lesões BI-RADS 3 possuem alta probabilidade de benignidade; o acompanhamento semestral visa detectar precocemente qualquer alteração de morfologia ou tamanho.

Contexto Educacional

O sistema BI-RADS (Breast Imaging-Reporting and Data System) padroniza a comunicação entre radiologistas e clínicos. A categoria 3 é uma zona de segurança que evita biópsias desnecessárias em lesões com baixíssimo potencial de câncer. O médico deve tranquilizar a paciente sobre o baixo risco, enfatizando a importância da adesão ao cronograma de vigilância.

Perguntas Frequentes

O que define uma lesão como BI-RADS 3?

A categoria BI-RADS 3 é reservada para achados com aparência morfológica sugestiva de benignidade, mas que ainda não podem ser classificados como definitivamente benignos (BI-RADS 2). Exemplos comuns incluem nódulos sólidos circunscritos, assimetrias focais ou microcalcificações redondas agrupadas. O risco de malignidade para estas lesões é inferior a 2%, o que justifica a observação em vez da intervenção invasiva imediata.

Qual o cronograma de seguimento para BI-RADS 3?

O protocolo padrão envolve a repetição do exame de imagem (mamografia ou ultrassom) em 6 meses. Se estável, repete-se em 6 meses novamente (totalizando 12 meses do início). Se permanecer estável, o controle passa a ser anual por mais um ou dois anos antes de reclassificar para BI-RADS 2. Qualquer aumento ou mudança suspeita indica upgrade para BI-RADS 4 e biópsia.

Quando indicar biópsia em vez de seguimento no BI-RADS 3?

Embora a conduta padrão seja o seguimento semestral, a biópsia pode ser considerada se a paciente apresentar forte ansiedade, se houver dificuldade de acesso ao acompanhamento periódico, ou se a paciente for realizar procedimentos como cirurgia plástica mamária iminente. Além disso, se a lesão apresentar crescimento documentado durante o seguimento, a biópsia torna-se obrigatória.

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