Conduta BIRADS 3: Manejo e Acompanhamento na Mastologia

INEP Revalida - Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos — Prova 2017

Enunciado

Uma mulher com 52 anos de idade, Gesta 3 Para 2 Aborto 1, foi encaminhada ao ambulatório de mastologia para avaliação. A paciente não apresentava queixas mamárias e não possuía história familiar de câncer. Ao exame físico, não foram encontradas alterações na mama direita da paciente e, na mama esquerda, foi identificado espessamento sem nódulos palpáveis. O resultado da mamografia de rotina, realizada recentemente pela paciente, é de BIRADS 3. Diante desse quadro clínico, a conduta indicada é:

Alternativas

  1. A) Informar que o resultado do exame é provavelmente benigno e que o acompanhamento pode continuar a ser feito no serviço de atenção primária, com repetição da mamografia em 6 meses.
  2. B) Informar que o resultado do exame é normal e que o atendimento pode continuar a ser feito no serviço de atenção primária, com avaliação clínica anual e repetição da mamografia em 2 anos.
  3. C) Informar que o resultado do exame é inconclusivo e solicitar a realização de ultrassonografia mamária complementar, mantendo o acompanhamento no serviço de atenção secundária.
  4. D) Informar que o resultado do exame é sugestivo de malignidade e indicar biópsia mamária imediata no serviço de atenção secundária.

Pérola Clínica

BIRADS 3 → Provavelmente benigno (<2% risco) → Controle mamográfico em 6 meses.

Resumo-Chave

Lesões BIRADS 3 possuem baixíssimo risco de malignidade. A conduta padrão é a observação com exames de imagem em intervalos curtos para garantir estabilidade.

Contexto Educacional

O sistema BI-RADS (Breast Imaging-Reporting and Data System) foi criado para padronizar os laudos mamográficos e orientar a conduta clínica. A categoria 3 é aplicada a achados com alta probabilidade de benignidade, como nódulos circunscritos, assimetrias focais ou microcalcificações monomórficas. A estratégia de acompanhamento semestral visa detectar precocemente qualquer alteração morfológica que possa sugerir malignidade, permitindo a intervenção antes que a doença progrida, enquanto evita biópsias desnecessárias em 98% das pacientes. No caso clínico apresentado, o espessamento sem nódulo e o BIRADS 3 reforçam a necessidade de vigilância radiológica inicial.

Perguntas Frequentes

Qual o risco de câncer em um achado BIRADS 3?

O risco de malignidade para achados classificados como BI-RADS 3 é inferior a 2%. Por isso, são denominados 'achados provavelmente benignos'.

Quando um BIRADS 3 deve ser biopsiado?

A biópsia pode ser considerada se houver forte ansiedade da paciente, impossibilidade de realizar o acompanhamento semestral ou se a paciente for submetida a procedimentos cirúrgicos na mama por outros motivos.

Quanto tempo dura o acompanhamento do BIRADS 3?

Geralmente, o acompanhamento é feito aos 6, 12, 24 e às vezes 36 meses. Se a lesão permanecer estável por 2 a 3 anos, ela é reclassificada como BI-RADS 2 (benigna).

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