Famema/HCFMM - Faculdade de Medicina de Marília (SP) — Prova 2026
Mulher de 53 anos foi submetida à mamografia acompanhada de ultrassonografia mamária como método de rastreamento. Ao ultrassom, apresentou nódulo de 1,5 cm, em junção dos quadrantes laterais da mama D, com maior eixo perpendicular à pele, limites irregulares, sem reforço acústico posterior. A mamografia revelou calcificação grosseira em região do nódulo e axilas com linfonodos de aspecto habitual. Esse achado deve corresponder à classificação BI-RADS, _________ e a conduta correta é solicitar _______. Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas:
Eixo perpendicular à pele (taller-than-wide) + margens irregulares = BI-RADS 4 → Biópsia.
Achados ultrassonográficos como orientação não paralela e margens irregulares possuem alto valor preditivo positivo para malignidade, classificando a lesão como BI-RADS 4, independentemente de achados mamográficos benignos associados.
O sistema BI-RADS (Breast Imaging-Reporting and Data System) padroniza a descrição de lesões mamárias e orienta a conduta clínica. A categoria 4 abrange lesões com probabilidade de malignidade entre 2% e 95%, exigindo sempre correlação histopatológica. No ultrassom, as características que aumentam a suspeição incluem: margens irregulares, espiculadas ou microlobuladas; orientação não paralela à pele (eixo vertical maior que o horizontal); hipoecogenicidade acentuada; e presença de sombra acústica posterior. No caso clínico apresentado, a paciente possui dois critérios maiores de suspeição, o que torna a biópsia mandatória para excluir carcinoma invasor, apesar da estabilidade axilar clínica e radiológica.
Também conhecido como sinal 'taller-than-wide' (mais alto do que largo), indica que o nódulo está crescendo através dos planos teciduais em vez de seguir as linhas de menor resistência (paralelas à pele). Este é um dos sinais ultrassonográficos mais específicos para malignidade, sugerindo um comportamento invasivo do tumor, o que justifica a classificação BI-RADS 4.
A conduta padrão para qualquer lesão classificada como BI-RADS 4 (seja A, B ou C) é a investigação histopatológica. Geralmente, opta-se pela biópsia por agulha grossa (core biopsy) ou biópsia vácuo-assistida, preferencialmente guiada pelo método de imagem que melhor visualizou a lesão (neste caso, o ultrassom).
Na classificação BI-RADS, prevalece sempre o achado de maior suspeição entre os métodos de imagem realizados. Mesmo que a mamografia mostre calcificações grosseiras (tipicamente benignas), as características morfológicas suspeitas no ultrassom (margens irregulares e orientação não paralela) elevam a categoria final para BI-RADS 4.
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