HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Paciente de 34 anos procura atendimento médico com queixa de nódulo na mama esquerda, o qual foi percebido há aproximadamente uma semana, pela própria paciente. Nega dor ou desconforto e nega história familiar para câncer de mama. Ao exame, o examinador percebe o nódulo referido, localizado no quadrante superior lateral da mama esquerda e medindo aproximadamente 3 cm de diâmetro, com superfície lisa, consistência macia e móvel em relação às estruturas profundas. O examinador solicita um US de mama e a paciente retorna com o laudo, que mostrou um nódulo sólido único, o qual foi classificado como BI-RADS 3. Qual a melhor conduta neste momento?
Nódulo mamário BI-RADS 3 → seguimento ultrassonográfico em 6 meses.
A categoria BI-RADS 3 indica uma lesão provavelmente benigna, com chance de malignidade inferior a 2%. A conduta padrão é o seguimento em curto prazo (geralmente 6 meses) com ultrassonografia para avaliar a estabilidade da lesão, evitando biópsias desnecessárias.
A avaliação de nódulos mamários é uma parte crucial da prática clínica, e a classificação BI-RADS (Breast Imaging Reporting and Data System) é uma ferramenta padronizada para categorizar achados de imagem e orientar a conduta. A categoria BI-RADS 3 indica uma lesão "provavelmente benigna", com uma probabilidade de malignidade muito baixa (geralmente <2%). Essas lesões, como fibroadenomas ou cistos complicados, apresentam características que não são tipicamente malignas, mas não são completamente benignas para serem classificadas como BI-RADS 2. A conduta para um nódulo mamário classificado como BI-RADS 3 é o seguimento em curto prazo, tipicamente com ultrassonografia mamária repetida em 6 meses. O objetivo é monitorar a estabilidade da lesão. Se a lesão permanecer estável em tamanho e características por um período de 2 a 3 anos, ela pode ser reclassificada como BI-RADS 2 (benigna), e o seguimento anual de rotina é suficiente. Essa abordagem evita biópsias desnecessárias, que podem causar ansiedade e custos adicionais. A biópsia é reservada para lesões com maior suspeita de malignidade (BI-RADS 4 ou 5) ou para aquelas BI-RADS 3 que demonstram crescimento, alterações morfológicas ou novas características suspeitas durante o período de seguimento. É fundamental que o médico compreenda e aplique corretamente a classificação BI-RADS para otimizar o manejo das pacientes, equilibrando a detecção precoce de câncer com a minimização de procedimentos invasivos desnecessários.
BI-RADS 3 significa "achado provavelmente benigno", com uma probabilidade de malignidade inferior a 2%. São lesões que não possuem características típicas de malignidade, mas não são completamente benignas.
A conduta padrão é o seguimento em curto prazo, geralmente com ultrassonografia mamária em 6 meses, para reavaliar a estabilidade da lesão. Se a lesão permanecer estável por 2-3 anos, pode ser reclassificada como BI-RADS 2 (benigna).
A biópsia é geralmente indicada para lesões classificadas como BI-RADS 4 (suspeita de malignidade) ou BI-RADS 5 (altamente sugestiva de malignidade), ou para lesões BI-RADS 3 que demonstram crescimento ou alterações morfológicas no seguimento.
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