UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2025
Mulher, 46 anos, com disfagia de início insidioso, inicialmente para sólidos, depois pastosos, fez exame radiológico contrastado de esôfago que mostrou dilatação esofágica sugestiva de megaesôfago. Classifique radiologicamente esta patologia segundo o grau de dilatação para o megaesôfago grau III.
Megaesôfago grau III = dilatação esofágica entre 7 e 10 cm no esofagograma contrastado.
A classificação radiológica do megaesôfago, como a de Rezende, é fundamental para guiar a conduta terapêutica. O grau de dilatação reflete a cronicidade e gravidade da acalasia, influenciando a escolha entre tratamentos endoscópicos, cirúrgicos ou clínicos.
O megaesôfago é uma condição caracterizada pela dilatação do esôfago, sendo a acalasia a causa mais comum, decorrente da degeneração dos neurônios do plexo mioentérico de Auerbach, resultando em aperistalse esofágica e falha no relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI). A doença de Chagas é uma etiologia importante no Brasil, mas a acalasia idiopática é mais prevalente globalmente. A disfagia progressiva, inicialmente para sólidos e depois para líquidos, é o sintoma cardinal, impactando significativamente a qualidade de vida dos pacientes. O diagnóstico do megaesôfago envolve exames como o esofagograma contrastado, que revela a dilatação esofágica e o clássico "sinal do bico de pássaro" no EEI. A classificação radiológica, como a de Rezende, categoriza a doença em graus (I a IV) com base no diâmetro esofágico, sendo o Grau III caracterizado por dilatação entre 7 e 10 cm. A manometria esofágica de alta resolução é o padrão-ouro para confirmar a acalasia, avaliando a motilidade esofágica e a função do EEI. O tratamento do megaesôfago visa aliviar a disfagia e prevenir complicações. As opções variam desde abordagens clínicas (nitratos, bloqueadores de canal de cálcio), endoscópicas (dilatação pneumática, injeção de toxina botulínica, POEM - miotomia endoscópica peroral) até cirúrgicas (cardiomiotomia de Heller com fundoplicatura). A escolha depende do grau de dilatação, idade do paciente, comorbidades e experiência do centro, sendo a cirurgia geralmente reservada para casos mais avançados ou refratários.
A classificação radiológica do megaesôfago, frequentemente baseada na de Rezende, avalia o grau de dilatação do esôfago no esofagograma contrastado, variando de I (sem dilatação significativa) a IV (dolicomegaesôfago).
A classificação é crucial para guiar a escolha terapêutica. Graus mais avançados, como o III e IV, podem necessitar de intervenções mais invasivas, como a cardiomiotomia de Heller ou esofagectomia, enquanto graus iniciais podem responder a dilatações endoscópicas ou toxina botulínica.
O megaesôfago, geralmente causado pela acalasia, apresenta disfagia progressiva para sólidos e líquidos, regurgitação e perda de peso. O esofagograma mostra dilatação e afilamento distal ("bico de pássaro"), e a manometria confirma a ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior e aperistalse.
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