Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021
Em relação as queimaduras podemos afirmar: I- Queimaduras de terceiro grau apesar de grave, onde acomete toda a derme e parte do subcutâneo se apresentam sem dor ou com pouca dor clinicamente. II- Queimaduras de quarto grau causadas por eletricidade são profundas, porém, nem todas necessitam de internação. III- A hidratação venosa é parte importante do tratamento dos paciente acometidos por queimaduras e o volume infundido para reposição volêmica independe do tamanho da área queimada. IV Pacientes portadores de queimaduras apenas do tipo grau II superficiais, nunca necessitam de internação e devem ser tratados com analgésicos + curativo com antibiótico tópico.
Queimaduras de 3º grau são indolores (destruição nervosa); 4º grau por eletricidade são profundas e sempre graves, necessitando internação.
A afirmação I está correta: queimaduras de terceiro grau, que atingem toda a derme e parte do subcutâneo, são caracteristicamente indolores devido à destruição das terminações nervosas. A afirmação II está incorreta: queimaduras de quarto grau, especialmente as elétricas, são sempre graves e necessitam de internação. A afirmação III está incorreta: a hidratação venosa em queimados é crucial e o volume infundido DEPENDE diretamente da área queimada (ex: Fórmula de Parkland). A afirmação IV está incorreta: queimaduras de segundo grau superficiais podem necessitar de internação se a área for extensa, em locais críticos (face, períneo, mãos, pés) ou em grupos de risco (crianças, idosos).
As queimaduras representam um trauma complexo com alta morbimortalidade, exigindo conhecimento aprofundado para o manejo adequado. A classificação por profundidade (1º, 2º superficial, 2º profundo, 3º e 4º graus) é fundamental para determinar a gravidade e a conduta. Residentes devem dominar essa classificação, pois ela orienta desde o tratamento local até a necessidade de internação e cirurgias reconstrutivas. A epidemiologia mostra que a maioria das queimaduras ocorre em ambiente doméstico, e a prevenção é um pilar importante. A fisiopatologia das queimaduras envolve uma resposta inflamatória sistêmica proporcional à extensão e profundidade da lesão. Queimaduras de terceiro grau são caracterizadas pela destruição completa da derme, resultando em uma superfície esbranquiçada ou carbonizada, indolor devido à necrose das terminações nervosas. Queimaduras de quarto grau, que atingem músculos e ossos, são sempre graves e frequentemente resultam de traumas elétricos ou térmicos prolongados. O diagnóstico é clínico, avaliando a profundidade e a extensão (regra dos nove ou Lund-Browder). O tratamento inicial de grandes queimados inclui estabilização das vias aéreas, controle da dor e, crucialmente, a reposição volêmica agressiva, calculada por fórmulas como a de Parkland, que depende diretamente da superfície corporal queimada (SCT) e do peso do paciente. A internação é indicada para casos graves, queimaduras em áreas críticas ou em pacientes de risco. O manejo local envolve curativos apropriados e, em muitos casos, desbridamento cirúrgico e enxertia.
As queimaduras de terceiro grau destroem completamente a epiderme, derme e atingem o tecido subcutâneo, incluindo as terminações nervosas responsáveis pela sensação de dor, resultando em uma área anestesiada.
Indicações incluem queimaduras de segundo grau >10% SCT em crianças ou >15-20% SCT em adultos, queimaduras de terceiro grau >5% SCT, queimaduras em face, mãos, pés, genitália, períneo ou grandes articulações, queimaduras elétricas, químicas, por inalação, pacientes com comorbidades ou trauma associado.
A reposição volêmica em grandes queimados é calculada por fórmulas como a de Parkland (4 mL x peso (kg) x %SCT de 2º e 3º graus), onde metade do volume é infundida nas primeiras 8 horas e a outra metade nas 16 horas seguintes.
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