Classificação de Queimaduras: Profundidade e Características

Santa Casa de Barra Mansa (RJ) — Prova 2021

Enunciado

O tratamento das queimaduras em pediatria depende em parte da sua classificação adequada. Qual das alternativas abaixo correlaciona corretamente a classificação (1, 2, 3 e 4) com a descrição (1, li, Ili e IV) da queimadura? Classificação: 1) 1° grau; 2) 2° grau; 3) 3° grau; 4) 4° grau; Descrição: 1) Estende-se à gordura subcutânea, fáscia muscular, músculo ou osso. Associadas com queimaduras elétricas (alta voltagem); li) Toda a derme é destruída, incluindo folículos pilosos e terminações nervosas. São indolores. A resolução ocorre por crescimento do epitélio e partir das terminações nervosas. São Indolores. A resolução ocorre por crescimento do epitélio a partir das margens da ferida ou por enxerto de pele; Ili) Destruição da epiderme e parte da derme. Anexos cutâneos são poupados. É a partir deles que a reepitelização ocorre. Há formação de bolhas; IV) Limitase ao epitélio. Notam-se eritema, calor e dor. Não há bolhas. Não causam agressão fisiológica

Alternativas

  1. A) 1- I· 2-111· 3-11· 4-IV I I I
  2. B) 1-IV- 2-I· 3-II· 4-IV
  3. C) 1-IV; 2-III; 3-II; 4-I
  4. D) 1-III; 2-IV; 3-I; 4-II
  5. E) 1-II; 2-III; 3-1; 4-IV

Pérola Clínica

Queimaduras: 1º (epiderme, dor, eritema), 2º (derme parcial, bolhas), 3º (derme total, indolor, enxerto), 4º (profunda, osso/músculo).

Resumo-Chave

A correta classificação da profundidade da queimadura é fundamental para determinar a conduta terapêutica e o prognóstico. Queimaduras de 1º e 2º grau superficiais geralmente cicatrizam espontaneamente, enquanto as de 2º grau profundas, 3º e 4º grau requerem intervenções mais complexas, como enxertia.

Contexto Educacional

A classificação das queimaduras é um pilar fundamental no manejo inicial e subsequente, influenciando diretamente o prognóstico e o plano terapêutico, especialmente em pediatria. A profundidade da lesão é o principal critério de classificação, determinando o grau de comprometimento das camadas da pele e estruturas subjacentes. Compreender as características de cada grau é essencial para uma avaliação precisa e para a tomada de decisões clínicas. As queimaduras de 1º grau afetam apenas a epiderme, manifestando-se com eritema, dor e calor, sem formação de bolhas, e cicatrizam espontaneamente. As de 2º grau, que podem ser superficiais ou profundas, envolvem a epiderme e parte da derme. As superficiais apresentam bolhas e dor intensa, com cicatrização a partir dos anexos cutâneos. As profundas, embora ainda com bolhas, podem ter menor sensibilidade e exigem mais tempo para cicatrizar, podendo necessitar de enxertia. Queimaduras de 3º grau destroem toda a espessura da pele (epiderme e derme), resultando em uma superfície esbranquiçada, acinzentada ou carbonizada, indolor devido à destruição das terminações nervosas, e requerem enxertia para cicatrização. As queimaduras de 4º grau são as mais graves, estendendo-se além da pele para tecidos subcutâneos, músculos, fáscias ou ossos, frequentemente associadas a queimaduras elétricas de alta voltagem, e demandam desbridamento extenso e reconstrução complexa.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características de uma queimadura de 2º grau?

Queimaduras de 2º grau envolvem a epiderme e parte da derme, caracterizam-se pela formação de bolhas, dor intensa, eritema e edema. Podem ser superficiais (com anexos cutâneos preservados) ou profundas (com destruição de mais derme).

Por que as queimaduras de 3º grau são indolores?

Queimaduras de 3º grau destroem toda a espessura da derme, incluindo as terminações nervosas responsáveis pela sensação de dor. Por isso, a área queimada pode parecer branca, carbonizada ou coriácea e ser indolor ao toque.

Qual a importância da presença de anexos cutâneos na cicatrização de queimaduras?

Anexos cutâneos (folículos pilosos, glândulas sebáceas e sudoríparas) contêm células epiteliais que são cruciais para a reepitelização espontânea em queimaduras de 1º e 2º grau superficiais. Sua destruição em queimaduras mais profundas impede a cicatrização espontânea, exigindo enxertia.

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