PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Apesar dos crescentes progressos obtidos no tratamento dos grandes queimados, observam-se ainda altas taxas de morbi mortalidade. Assinale V para verdadeiro e F para falso:( ) Classificação quanto à profundidade: queimaduras de primeiro grau (epidérmica) são caracterizadas por hiperemia e edema local. Os vasos e nervos estão preservados e viáveis.( ) Classificação quanto à profundidade: queimaduras de segundo grau superficial após o rompimento das bolhas apresentam um leito róseo e úmido.( ) Classificação quanto à profundidade: queimaduras de terceiro grau comprometem espessura total da pele, são úmidas, indolores, cicatrizam espontaneamente num período de 3 a 6 meses se higiene local adequada e curativos diários.( ) O esquema profilático do tétano em pacientes queimados independe da imunização prévia do paciente e deve-se administrar 2ml de toxoide tetânico em ferimentos contaminados com mais de 6h do acidente.( ) As queimaduras químicas tendem a melhorar com o passar dos dias. As alcalinas evoluem para cronificação, enquanto as ácidas estabilizam em torno do primeiro ou segundo dia.
Queimadura 3º grau = espessura total, seca, indolor, NÃO cicatriza espontaneamente (enxertia).
A profundidade da queimadura determina o prognóstico e a necessidade de intervenção. Queimaduras de terceiro grau, por destruírem todas as camadas da pele e anexos, não possuem capacidade de reepitelização espontânea e requerem enxertia para cicatrização.
As queimaduras representam um desafio clínico significativo, com altas taxas de morbimortalidade. A correta classificação da profundidade é crucial para o prognóstico e a definição da conduta terapêutica. Queimaduras de primeiro grau afetam apenas a epiderme, causando hiperemia e dor. As de segundo grau podem ser superficiais (bolhas, leito róseo, dolorosas) ou profundas (bolhas, leito pálido, menos dolorosas), com as superficiais cicatrizando sem sequelas e as profundas podendo necessitar de enxertia. Queimaduras de terceiro grau, por sua vez, destroem todas as camadas da pele e anexos, resultando em uma área seca, indolor e que não cicatriza espontaneamente, exigindo intervenção cirúrgica como a enxertia de pele. Além da classificação, o manejo inicial de queimados inclui a avaliação da extensão, hidratação, controle da dor e profilaxia de infecções, como o tétano. A profilaxia antitetânica deve ser cuidadosamente avaliada com base no status vacinal do paciente e nas características da queimadura, sendo fundamental para prevenir uma complicação grave. As queimaduras químicas merecem atenção especial, pois a natureza do agente (ácido ou alcalino) influencia a profundidade e a progressão da lesão, com as alcalinas sendo geralmente mais insidiosas e progressivas devido à necrose por liquefação. O conhecimento aprofundado sobre a fisiopatologia e o tratamento das queimaduras é indispensável para residentes, permitindo um manejo adequado e a redução das complicações. A identificação precoce da profundidade, a correta profilaxia do tétano e o entendimento das particularidades das queimaduras químicas são pontos-chave para a prática clínica e para o sucesso em provas de residência.
Queimaduras de terceiro grau comprometem a espessura total da pele, apresentando-se secas, esbranquiçadas ou carbonizadas, e são indolores devido à destruição das terminações nervosas. Não cicatrizam espontaneamente.
Queimaduras alcalinas tendem a ser mais progressivas e graves devido à necrose por liquefação, que permite maior penetração do agente. Queimaduras ácidas causam necrose por coagulação, que forma uma barreira e limita a penetração inicial.
A profilaxia do tétano em queimados depende do histórico vacinal do paciente e da natureza da lesão. Pode envolver a administração de toxoide tetânico (0,5 mL IM) e, em casos de alto risco e imunização incompleta, imunoglobulina antitetânica.
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