HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025
A distopia vaginal teve uma nova classificação mais objetiva e consistente desde 1996 (POP-Q) para aprimorar as estratégias de correção e a comparação dos resultados dos tratamentos. Sobre esta classificação, marque a opção que a frase está CORRETA:
POP-Q: Estágio II = prolapso entre -1 cm e +1 cm do hímen.
A classificação POP-Q é essencial para padronizar o diagnóstico e a pesquisa em distopias vaginais. O Estágio II é definido quando o ponto de maior prolapso está entre 1 cm acima e 1 cm abaixo do plano do hímen (-1 cm a +1 cm), sendo um prolapso que atinge o intróito.
A classificação POP-Q (Pelvic Organ Prolapse Quantification) revolucionou a forma como as distopias vaginais são avaliadas, oferecendo um sistema objetivo e reprodutível para o diagnóstico e acompanhamento do prolapso de órgãos pélvicos. Introduzida em 1996, ela substituiu classificações mais subjetivas, permitindo uma comunicação mais precisa entre profissionais e uma avaliação mais acurada da eficácia dos tratamentos. A importância clínica reside na padronização, que facilita a pesquisa e a tomada de decisão terapêutica. O diagnóstico pela POP-Q envolve a medição de nove pontos anatômicos em relação ao plano do hímen (que é o ponto zero), com a paciente em esforço máximo. Esses pontos incluem as paredes vaginais anterior e posterior, o colo uterino/cúpula vaginal e o fundo de saco posterior. A fisiopatologia do prolapso envolve o enfraquecimento dos músculos do assoalho pélvico, ligamentos e fáscias, frequentemente associado a partos vaginais, idade avançada, obesidade e fatores genéticos. Suspeita-se de prolapso quando a paciente relata sensação de peso vaginal, abaulamento ou dificuldades urinárias/fecais. O tratamento varia conforme o estágio e os sintomas, podendo incluir medidas conservadoras (fisioterapia pélvica, pessários) ou cirúrgicas. O prognóstico depende da correção adequada e da prevenção de recorrências. A compreensão detalhada da classificação POP-Q é crucial para residentes, pois permite não apenas a correta avaliação do prolapso, mas também a escolha da abordagem terapêutica mais adequada e a comparação de resultados em estudos clínicos.
Os principais pontos são Aa (parede vaginal anterior a 3cm do intróito), Ba (ponto mais distal da parede vaginal anterior), C (colo uterino ou cúpula vaginal), D (fundo de saco posterior), Ap (parede vaginal posterior a 3cm do intróito), Bp (ponto mais distal da parede vaginal posterior), além do hiato genital (GH), corpo perineal (PB) e comprimento vaginal total (TVL).
O estágio é determinado pela posição do ponto de maior prolapso em relação ao plano do hímen (considerado 0 cm). Estágio I é >1 cm acima do hímen, Estágio II entre -1 cm e +1 cm, Estágio III >1 cm abaixo do hímen mas não evertido totalmente, e Estágio IV é a eversão completa.
A POP-Q utiliza medidas padronizadas em centímetros em relação a pontos anatômicos fixos e ao plano do hímen, tornando-a mais reprodutível, objetiva e consistente para pesquisa e comparação de resultados de tratamento, ao contrário de classificações subjetivas por graus.
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