UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
Assinale a alternativa que contém o tipo de fístula ano-retal mais frequente segundo a classificação de Parks.
Fístula de Parks Tipo I (Interesfincteriana) = Mais comum (aprox. 45-70%).
A classificação de Parks baseia-se na relação do trajeto fistuloso com os esfíncteres anais; o tipo I é o mais frequente e o de manejo cirúrgico mais simples.
As fístulas anorretais são quase sempre a fase crônica de um abscesso anorretal criptoglandular. A classificação de Parks é o padrão-ouro para descrever a anatomia cirúrgica dessas lesões. O entendimento da relação do trajeto com o complexo esfincteriano (esfíncter interno, externo e puborretal) é crucial para decidir entre uma fistulotomia primária, o uso de sedenho (seton) ou técnicas de preservação esfincteriana (como LIFT ou retalho de avanço), visando a cura sem comprometer a continência anal.
A fístula Tipo I, ou interesfincteriana, é caracterizada por um trajeto que se origina na linha pectínea (cripta infectada), atravessa o esfíncter anal interno e desce pelo espaço interesfincteriano até a pele perianal. Ela não atravessa o esfíncter anal externo, o que a torna a forma mais comum e geralmente associada a um menor risco de incontinência fecal após o tratamento cirúrgico (fistulotomia).
Além do Tipo I (interesfincteriana), temos: Tipo II (transesfincteriana), que atravessa ambos os esfíncteres; Tipo III (supraesfincteriana), que passa por cima do músculo puborretal; e Tipo IV (extraesfincteriana), que se origina no reto e atravessa o músculo elevador do ânus, sem relação direta com o aparelho esfincteriano. O Tipo I é o mais prevalente, seguido pelo Tipo II.
A regra de Goodsall é uma ferramenta clínica para prever o trajeto da fístula. Fístulas com orifício externo anterior à linha transversal média do ânus costumam ter trajeto radial reto. Já fístulas com orifício posterior costumam ter trajeto curvilíneo que se abre na linha média posterior. Embora útil, a classificação de Parks é mais precisa para o planejamento cirúrgico, pois foca na relação com a musculatura esfincteriana.
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