SUA: Classificação PALM-COEIN e Diagnóstico por USG

UFMA/HU-UFMA - Hospital Universitário da UFMA (MA) — Prova 2020

Enunciado

Paciente 40 anos, nuligesta, evolui com sangramento menstrual irregular há 6 meses. Traz beta-hCG negativo. Diante do exposto e considerando a classificação PALM-COEIN (FIGO,2011), que divide as causas de sangramento uterino anormal (SUA) em estruturais e não estruturais, qual alternativa CORRETA?

Alternativas

  1. A) Ultrassonografia é importante para avaliação inicial e se evidenciar um leiomioma subseroso pediculado de 2 cm, este será a provável etiologia do SUA.
  2. B) Nesta idade é muito frequente a incidência de câncer endometrial, logo a histeroscopia é exame inicial obrigatório para descartar tal patologia.
  3. C) Os pólipos, adenomiose, leiomiomas e malignidade são causas estruturais comuns de SUA e ultrassonografia pélvica é exame primordial na avaliação inicial.
  4. D) A dosagem hormonal inicial de FSH, estradiol, testosterona, TSH e prolactina é indispensável e deve ser realizado rotineiramente.

Pérola Clínica

SUA + beta-hCG negativo → USG pélvica é primordial para avaliar causas estruturais PALM (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade).

Resumo-Chave

A classificação PALM-COEIN organiza as causas de Sangramento Uterino Anormal. Para causas estruturais (PALM), a ultrassonografia pélvica é o exame de primeira linha, permitindo identificar pólipos, adenomiose, leiomiomas e suspeitar de malignidade endometrial.

Contexto Educacional

O Sangramento Uterino Anormal (SUA) é uma queixa ginecológica frequente, impactando significativamente a qualidade de vida das mulheres. A classificação PALM-COEIN (FIGO, 2011) revolucionou a abordagem diagnóstica, categorizando as causas em estruturais (Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia - PALM) e não estruturais (Coagulopatia, Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada - COEIN). Essa padronização é essencial para a prática clínica e para a preparação de residentes, garantindo uma investigação sistemática e eficaz. Na avaliação de uma paciente com SUA e beta-hCG negativo, a exclusão de gravidez é o primeiro passo. Em seguida, a investigação se concentra nas causas estruturais e não estruturais. A ultrassonografia pélvica transvaginal é o exame de imagem primordial e de primeira linha para avaliar as causas PALM. Ela permite visualizar pólipos endometriais, identificar a presença e localização de leiomiomas (submucosos, intramurais, subserosos), diagnosticar adenomiose e avaliar a espessura e características do endométrio, levantando a suspeita de hiperplasia ou malignidade. É importante ressaltar que nem todo achado ultrassonográfico é a causa do SUA; por exemplo, leiomiomas subserosos pediculados raramente causam sangramento. A dosagem hormonal é relevante para as causas COEIN (especialmente ovulatórias), mas não é o exame inicial obrigatório para todas as pacientes, especialmente quando se busca causas estruturais. A histeroscopia e a biópsia endometrial são indicadas em casos selecionados, como suspeita de malignidade ou pólipos não resolvidos, após a avaliação inicial com ultrassonografia. O manejo do SUA deve ser individualizado, considerando a idade da paciente, desejo de fertilidade e etiologia subjacente.

Perguntas Frequentes

O que significa a classificação PALM-COEIN para Sangramento Uterino Anormal?

A classificação PALM-COEIN, proposta pela FIGO, divide as causas de Sangramento Uterino Anormal (SUA) em estruturais (PALM: Pólipo, Adenomiose, Leiomioma, Malignidade e hiperplasia) e não estruturais (COEIN: Coagulopatia, Ovulatória, Endometrial, Iatrogênica, Não classificada). Essa classificação padroniza a abordagem diagnóstica e terapêutica.

Qual o papel da ultrassonografia pélvica na investigação do SUA?

A ultrassonografia pélvica é o exame de imagem de primeira linha e primordial na avaliação inicial do Sangramento Uterino Anormal. Ela permite identificar e caracterizar as causas estruturais (PALM), como pólipos endometriais, adenomiose, leiomiomas e alterações endometriais que podem sugerir malignidade ou hiperplasia.

Quais são as causas estruturais mais comuns de Sangramento Uterino Anormal?

As causas estruturais mais comuns de Sangramento Uterino Anormal (SUA) incluem pólipos endometriais, adenomiose (presença de tecido endometrial no miométrio), leiomiomas uterinos (fibromas) e malignidade ou hiperplasia endometrial. A ultrassonografia pélvica é essencial para a detecção dessas condições.

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