AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2025
De acordo com a classificação de Nyhus, a hérnia inguinal tipo IIIC é a:
Nyhus III = Defeito na parede posterior; IIIC = Hérnia Femoral.
A classificação de Nyhus categoriza as hérnias da região inguinal com base na anatomia do anel interno e da parede posterior, sendo o tipo IIIC específico para a hérnia femoral.
A classificação de Nyhus, proposta na década de 1990, continua sendo um pilar fundamental para o ensino da anatomia cirúrgica das hérnias da região inguinocrural. Ela foca na integridade do anel inguinal interno e da parede posterior, permitindo uma padronização técnica para o tratamento. A compreensão de que a hérnia femoral (IIIC) faz parte do grupo de defeitos da parede posterior é vital, dada a sua maior propensão ao encarceramento e estrangulamento em comparação com as hérnias inguinais. Na prática moderna, embora a classificação de Lichtenstein ou a da European Hernia Society (EHS) sejam muito utilizadas, Nyhus permanece essencial em provas de residência e na descrição de achados intraoperatórios.
O Tipo III na classificação de Nyhus engloba defeitos na parede posterior do canal inguinal. Ele é subdividido em: IIIA para hérnias inguinais diretas; IIIB para hérnias inguinais indiretas volumosas (que destroem a parede posterior, como as hérnias mistas ou em 'pantalona' e as inguinoescrotais); e IIIC para as hérnias femorais (ou crurais). É o grupo que representa fraqueza estrutural significativa da fáscia transversalis.
Ambas são hérnias inguinais indiretas, mas diferem pelo estado do anel inguinal interno. No Tipo I, o anel inguinal interno está preservado (diâmetro normal), sendo comum em crianças e adultos jovens. No Tipo II, o anel inguinal interno está dilatado, mas a parede posterior do canal inguinal (fáscia transversalis) ainda está intacta e os vasos epigástricos inferiores não estão deslocados.
As hérnias recidivadas são classificadas como Nyhus Tipo IV. Elas possuem subdivisões baseadas na natureza da recidiva: IVA (direta), IVB (indireta), IVC (femoral) e IVD (mista/combinada). Identificar o tipo de recidiva é crucial para o planejamento cirúrgico, muitas vezes optando-se por uma via de acesso diferente da utilizada na cirurgia primária (ex: via posterior/laparoscópica após falha de via anterior).
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