HMMG - Hospital e Maternidade Municipal de Guarulhos (SP) — Prova 2020
Paciente de 50 anos é submetido à inguinotomia de urgência por suspeita de hérnia inguinal encarcerada. Durante o intra-operatório notou-se defeito importante da parede posterior, com saco herniário se insinuando medialmente aos vasos epigástricos inferiores. Trata-se de hérnia, classificada por Nyhus em:
Hérnia inguinal direta (medial aos vasos epigástricos) com defeito de parede posterior → Nyhus III A.
A classificação de Nyhus é fundamental para descrever as hérnias inguinais e guiar a técnica cirúrgica. Hérnias diretas (medial aos vasos epigástricos inferiores) com defeito significativo da parede posterior são classificadas como Nyhus III A, indicando uma falha na fáscia transversalis.
As hérnias inguinais são protrusões de conteúdo abdominal através de um ponto fraco na parede abdominal na região inguinal. Elas são classificadas para padronizar a descrição, auxiliar no planejamento cirúrgico e prever o prognóstico. A classificação de Nyhus é amplamente utilizada, categorizando as hérnias com base na localização do defeito, tamanho do anel inguinal profundo e integridade da parede posterior. A fisiopatologia das hérnias inguinais diretas envolve o enfraquecimento da fáscia transversalis na parede posterior do canal inguinal, geralmente adquirido devido a fatores como idade, esforço físico crônico e aumento da pressão intra-abdominal. Já as hérnias indiretas resultam da persistência do processo vaginal. O diagnóstico é clínico, mas a classificação intra-operatória é crucial para o reparo adequado. A classificação de Nyhus divide as hérnias em: Tipo I (indireta, anel normal), Tipo II (indireta, anel dilatado, parede posterior intacta), Tipo III (defeito da parede posterior) e Tipo IV (recorrente). O Tipo III é subdividido em A (direta), B (indireta com defeito da parede posterior ou deslizamento) e C (femoral). A identificação precisa do tipo de hérnia é fundamental para a escolha da técnica cirúrgica, seja ela aberta ou laparoscópica, e para minimizar as taxas de recorrência.
A hérnia inguinal indireta passa lateralmente aos vasos epigástricos inferiores, através do anel inguinal profundo, e é congênita. A hérnia inguinal direta passa medialmente aos vasos epigástricos inferiores, através de um defeito na parede posterior do canal inguinal (triângulo de Hesselbach), e é adquirida.
A classificação de Nyhus orienta a escolha da técnica cirúrgica. Hérnias com defeitos maiores ou recorrentes (Nyhus III e IV) geralmente requerem reparos com tela e técnicas mais robustas, enquanto hérnias menores (Nyhus I e II) podem ser reparadas com técnicas mais simples.
O tipo III na classificação de Nyhus indica um defeito da parede posterior. O "A" especifica que se trata de uma hérnia inguinal direta, ou seja, o saco herniário se insinua medialmente aos vasos epigástricos inferiores.
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