UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
As hérnias tipo IV - C (Classificação de Nyhus) serão mais bem tratadas pela técnica
Hérnia inguinal Nyhus IV-C (recidivada bilateral) → melhor tratamento é TAPP.
Hérnias inguinais tipo IV-C na classificação de Nyhus são hérnias recidivadas bilaterais. A abordagem laparoscópica transabdominal pré-peritoneal (TAPP) é preferível para hérnias recidivadas ou bilaterais, pois permite a avaliação de ambos os lados e a colocação de tela em um plano pré-peritoneal sem dissecção de cicatrizes anteriores.
A classificação de Nyhus é fundamental para descrever e guiar o tratamento das hérnias inguinais. Ela categoriza as hérnias com base na localização, tamanho e se são primárias ou recidivadas. As hérnias tipo IV são sempre recidivadas, e o subtipo C indica uma hérnia recidivada bilateral, representando um desafio cirúrgico complexo. O tratamento de hérnias recidivadas, especialmente as bilaterais, exige uma abordagem que minimize a dissecção em tecidos cicatriciais. A técnica TAPP (Transabdominal Pré-Peritoneal) é uma abordagem laparoscópica que permite o acesso ao espaço pré-peritoneal através da cavidade abdominal, facilitando a colocação de uma tela em um plano não comprometido por cirurgias anteriores e a avaliação simultânea de ambos os lados. As técnicas abertas como Bassini, McVay, Lichtenstein e Shouldice são mais indicadas para hérnias primárias. Para hérnias recidivadas ou bilaterais, a via laparoscópica (TAPP ou TEP) oferece vantagens como menor dor pós-operatória, recuperação mais rápida e menor taxa de recidiva, tornando-a a escolha preferencial para casos complexos como as hérnias Nyhus IV-C.
Uma hérnia inguinal tipo IV-C refere-se a uma hérnia recidivada bilateral, ou seja, uma hérnia que retornou após uma cirurgia prévia e ocorre em ambos os lados da virilha.
A técnica TAPP (Transabdominal Pré-Peritoneal) permite acessar o espaço pré-peritoneal sem interferir com cicatrizes de cirurgias anteriores, reduzindo a dissecção e o risco de lesão nervosa, além de possibilitar o reparo bilateral na mesma cirurgia.
Outras técnicas incluem Lichtenstein (aberta, sem tensão), Bassini, McVay e Shouldice (abertas, com tensão), e TEP (Totalmente Extraperitoneal), que é outra abordagem laparoscópica.
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