UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2024
Homem, 35 anos, com hérnia inguinal sintomática. Durante procedimento cirúrgico, identificou-se hérnia inguinal indireta com anel inguinal interno dilatado, além de destruição da fáscia transversalis do triângulo de Hesselbach. De acordo com a classificação de Nyhus, pode-se afirmar que o paciente apresenta uma hérnia tipo:
Nyhus III B = Hérnia indireta com destruição da parede posterior (fáscia transversalis).
A classificação de Nyhus categoriza as hérnias inguinais com base na anatomia do anel interno e na integridade da parede posterior, sendo o tipo III B reservado para defeitos complexos da parede posterior.
A classificação de Nyhus é fundamental na cirurgia geral para padronizar a descrição dos achados intraoperatórios. Ela divide as hérnias em: I (indireta, anel normal), II (indireta, anel dilatado, parede posterior íntegra), III (defeitos da parede posterior: A-direta, B-indireta/mista, C-femoral) e IV (recorrentes). O reconhecimento da destruição da fáscia transversalis é o ponto chave para diferenciar o tipo II do III B.
O tipo II refere-se a uma hérnia inguinal indireta com anel inguinal interno dilatado, mas com a parede posterior (fáscia transversalis) preservada. O tipo III B é uma hérnia indireta que apresenta destruição ou fraqueza da parede posterior, incluindo hérnias em pantalona e deslizantes.
O tipo III A é estritamente reservado para as hérnias inguinais diretas, que ocorrem devido a um defeito primário na parede posterior do canal inguinal, dentro do triângulo de Hesselbach.
Embora a técnica de Lichtenstein (com tela) seja o padrão-ouro para a maioria, a classificação ajuda a descrever a gravidade do defeito anatômico, sendo que tipos III e IV quase invariavelmente exigem reforço protético da parede posterior.
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