CESUPA - Centro Universitário do Estado do Pará — Prova 2024
No Capítulo 3 dos Objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS), relacionado à Saúde e Bem-estar, a meta brasileira pactuada, foi a de reduzir a Razão de Mortalidade Materna para valores abaixo de 30 por 100.000 nascidos vivos. Os óbitos maternos aumentaram de modo significativo nas duas recentes pandemias, de H1N1 em 2009 e de COVID-19, 2020 e 2021. Os óbitos atribuídos a esses agravos durante a gestação, parto e puerpério podem ser classificados como:
Óbitos maternos por doenças preexistentes ou intercorrentes (H1N1, COVID-19) = Óbitos obstétricos indiretos.
Óbitos maternos obstétricos indiretos são aqueles resultantes de doenças preexistentes ou que se desenvolveram durante a gravidez, parto ou puerpério, não sendo devido a causas obstétricas diretas, mas que foram agravadas pela gravidez. Pandemias como H1N1 e COVID-19 são exemplos clássicos.
A mortalidade materna é um indicador fundamental de saúde pública e um dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, com a meta brasileira de reduzir a Razão de Mortalidade Materna para menos de 30 por 100.000 nascidos vivos. Compreender a classificação dos óbitos maternos é essencial para a vigilância epidemiológica e a formulação de políticas de saúde. Os óbitos maternos são divididos em diretos, resultantes de complicações obstétricas (ex: hemorragia, pré-eclâmpsia), e indiretos, causados por doenças preexistentes ou que surgem durante a gravidez, parto ou puerpério, mas que são agravadas pelo estado gravídico. As pandemias, como a de H1N1 em 2009 e a de COVID-19 em 2020-2021, demonstraram um aumento significativo nos óbitos maternos, principalmente devido ao agravamento de condições clínicas ou à própria infecção viral, que impacta negativamente a saúde materna. Esses casos são tipicamente classificados como óbitos maternos obstétricos indiretos, pois a causa subjacente não é uma complicação obstétrica primária, mas uma doença que foi exacerbada pela gravidez. Para residentes, é crucial diferenciar esses tipos de óbitos para a correta notificação, análise e planejamento de intervenções. A redução da mortalidade materna exige uma abordagem multifacetada, incluindo acesso a cuidados pré-natais de qualidade, manejo adequado de doenças crônicas em gestantes e preparação para emergências de saúde pública que possam afetar essa população vulnerável.
Os óbitos maternos são classificados em obstétricos diretos (causados por complicações da gravidez, parto e puerpério) e obstétricos indiretos (causados por doenças preexistentes ou intercorrentes agravadas pela gravidez).
Pandemias podem aumentar a mortalidade materna ao agravar doenças preexistentes ou causar novas infecções que complicam a gestação, parto e puerpério, sendo classificadas como óbitos maternos indiretos.
A meta brasileira pactuada nos ODS é reduzir a Razão de Mortalidade Materna para valores abaixo de 30 por 100.000 nascidos vivos, um indicador crucial de saúde pública.
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