UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
São causas de anemia hipocrômica e microcítica, normocrômica e macrocítica e normocrômica e normocítica:
Anemia sideroblástica (hipo/micro), megaloblástica (normo/macro), aplásica (normo/normo) = classificação morfológica essencial.
A classificação morfológica das anemias pelo VCM e CHCM é fundamental para direcionar a investigação etiológica. A anemia sideroblástica é um exemplo de hipocrômica/microcítica, a megaloblástica de normocrômica/macrocítica e a aplásica de normocrômica/normocítica.
A classificação morfológica das anemias é um pilar fundamental na hematologia, orientando a investigação diagnóstica. Ela se baseia no Volume Corpuscular Médio (VCM) para determinar o tamanho da hemácia (microcítica, normocítica, macrocítica) e na Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM) para a coloração (hipocrômica, normocrômica). Compreender essa classificação permite ao médico residente direcionar os exames complementares e chegar a um diagnóstico etiológico preciso. Anemias microcíticas e hipocrômicas são classicamente associadas à deficiência de ferro, talassemias e, como no exemplo, anemia sideroblástica, onde há um defeito na síntese do heme. Anemias macrocíticas, por sua vez, podem ser megaloblásticas (deficiência de B12 ou folato, com alterações na medula óssea) ou não megaloblásticas (doenças hepáticas, hipotireoidismo, mielodisplasia). Já as anemias normocíticas e normocrômicas são um grupo heterogêneo que inclui anemias de doenças crônicas, insuficiência renal, hemólise e, como na questão, anemia aplásica, caracterizada pela falência da medula óssea. O manejo de cada tipo de anemia depende da sua etiologia subjacente. Para a anemia sideroblástica, o tratamento pode envolver piridoxina; para a megaloblástica, reposição de B12 ou folato; e para a aplásica, imunossupressão ou transplante de medula óssea. A correta identificação do padrão morfológico é o primeiro passo para um tratamento eficaz e para evitar complicações a longo prazo, sendo um conhecimento indispensável para a prática clínica e provas de residência.
Os principais parâmetros são o Volume Corpuscular Médio (VCM) para o tamanho da hemácia e a Concentração de Hemoglobina Corpuscular Média (CHCM) para a coloração, além do RDW para a anisocitose.
A causa mais comum é a anemia ferropriva. Outras incluem talassemias, anemia sideroblástica e anemia da doença crônica (em alguns casos).
A anemia megaloblástica é caracterizada por macro-ovalócitos e neutrófilos hipersegmentados no esfregaço, devido à deficiência de vitamina B12 ou folato, o que a diferencia de outras macrocíticas não megaloblásticas.
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