Classificação de Miomas FIGO: Entenda o Tipo 5

IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024

Enunciado

Segundo a classificação de miomas da FIGO (Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia), um mioma tipo 5 caracteriza-se como

Alternativas

  1. A) ≥ 50% intramural.
  2. B) subseroso pediculado.
  3. C) 100% intramural/ contato com endométrio.
  4. D) subseroso ≥ 50% intramural.

Pérola Clínica

Mioma FIGO tipo 5 = subseroso com ≥ 50% da massa intramural.

Resumo-Chave

A classificação da FIGO para miomas uterinos é crucial para padronizar a descrição e guiar a conduta terapêutica. O tipo 5 indica um mioma predominantemente subseroso, mas com uma porção significativa (pelo menos 50%) ainda inserida na parede muscular do útero (intramural), o que pode influenciar a abordagem cirúrgica.

Contexto Educacional

Os miomas uterinos, ou leiomiomas, são os tumores benignos mais comuns do trato genital feminino, afetando uma parcela significativa de mulheres em idade reprodutiva. A Federação Internacional de Ginecologia e Obstetrícia (FIGO) desenvolveu um sistema de classificação para miomas que é amplamente utilizado para descrever sua localização e extensão, o que é crucial para a tomada de decisão clínica e cirúrgica. Esta classificação é baseada na relação do mioma com as camadas do útero: endométrio, miométrio e serosa. A classificação da FIGO divide os miomas em nove tipos principais (0 a 8), com os tipos 0 a 2 sendo submucosos, 3 a 6 sendo intramurais e 5 a 7 sendo subserosos, além do tipo 8 para miomas de outras localizações. O mioma tipo 5, especificamente, é caracterizado por ser um mioma subseroso que possui pelo menos 50% de sua massa inserida na parede muscular do útero (intramural). Isso significa que, embora sua maior parte se projete para fora da superfície uterina, ele ainda tem uma base ampla e profunda no miométrio. A compreensão detalhada de cada tipo de mioma FIGO é vital para o residente, pois a localização e o tamanho do mioma influenciam diretamente os sintomas (como sangramento uterino anormal, dor pélvica, infertilidade) e as opções de tratamento, que podem variar desde manejo expectante, terapia medicamentosa até procedimentos cirúrgicos como miomectomia (histeroscópica, laparoscópica ou laparotômica) ou histerectomia. A distinção entre os tipos ajuda a prever a dificuldade cirúrgica e a probabilidade de sucesso de técnicas minimamente invasivas.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da classificação FIGO para miomas?

A classificação FIGO é fundamental para padronizar a descrição dos miomas uterinos, permitindo uma comunicação clara entre profissionais e auxiliando na escolha da melhor abordagem terapêutica, seja clínica ou cirúrgica, baseada na localização e extensão do mioma.

Quais são os principais tipos de miomas segundo a FIGO?

A FIGO classifica os miomas em submucosos (tipos 0-2), intramurais (tipos 3-6) e subserosos (tipos 5-7), além dos híbridos e cervicais. Os tipos 0, 1 e 2 são submucosos, com o 0 sendo totalmente intracavitário e o 2 com <50% intramural. Os tipos 3 e 4 são intramurais. Os tipos 5, 6 e 7 são subserosos, com o 7 sendo pediculado.

Como o mioma tipo 5 difere do tipo 6 e 7?

O mioma tipo 5 é subseroso com ≥ 50% intramural. O tipo 6 é subseroso com < 50% intramural. O tipo 7 é um mioma subseroso pediculado, ou seja, conectado ao útero por um pedículo fino, sem componente intramural significativo.

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