AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2024
Sobre a classificação de Mascarenhas da acalásia do esôfago, assinale a alternativa correta.
Classificação de Mascarenhas para acalásia = diâmetro esofágico. Classe II: dilatação 4-7 cm.
A classificação de Mascarenhas para acalásia esofágica é baseada no grau de dilatação do esôfago, sendo um critério importante para estadiamento e planejamento terapêutico. No Brasil, a acalásia secundária à doença de Chagas é a principal causa.
A acalásia do esôfago é um distúrbio motor primário caracterizado pela ausência de relaxamento do esfíncter esofágico inferior (EEI) e aperistalse do corpo esofágico, resultando em disfagia, regurgitação e dor torácica. No Brasil, a forma secundária à doença de Chagas (megaesôfago chagásico) é a mais prevalente, causada pela destruição dos neurônios do plexo mioentérico de Auerbach pelo Trypanosoma cruzi. A classificação de Mascarenhas é um sistema de estadiamento da acalásia baseado no grau de dilatação esofágica, avaliado por radiografia contrastada (esofagograma). Ela divide a doença em quatro classes, sendo a Classe II caracterizada por uma dilatação esofágica entre 4 e 7 centímetros. Essa classificação é útil para guiar a escolha terapêutica e avaliar a progressão da doença. O diagnóstico da acalásia é feito pela manometria esofágica de alta resolução, que demonstra a ausência de relaxamento do EEI e aperistalse. O tratamento pode variar desde abordagens endoscópicas (dilatação pneumática, injeção de toxina botulínica, miotomia endoscópica peroral - POEM) até cirúrgicas (miotomia de Heller), dependendo da classe da doença e da preferência do paciente e do cirurgião.
O principal critério da classificação de Mascarenhas é o diâmetro do esôfago, que é avaliado por exames de imagem como o esofagograma contrastado, indicando o grau de dilatação.
A classificação de Mascarenhas divide a acalásia em quatro classes, baseadas na dilatação esofágica: Classe I (<4cm), Classe II (4-7cm), Classe III (7-10cm) e Classe IV (>10cm).
No Brasil, a causa mais comum de acalásia secundária é a doença de Chagas, causada pelo Trypanosoma cruzi, que leva à destruição dos neurônios do plexo mioentérico do esôfago.
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