HAC - Hospital Angelina Caron (PR) — Prova 2022
A classificação de Mallampati relaciona o tamanho da língua com o tamanho da faringe. O teste é conduzido com o paciente sentado, com a cabeça mantida em posição neutra, a boca bem aberta e a língua projetada ao máximo para fora. Diante disso, correlacione as figuras a seguir e assinale a sequência correta conforme a classificação na ordem crescente, ou seja, da classe I a classe IV[ ] Classe I, [ ] Classe II, [ ] Classe III, [ ] Classe IV
Mallampati: I (tudo visível) → IV (só palato duro) = ↑ dificuldade de intubação.
A Classificação de Mallampati avalia a visibilidade das estruturas orofaríngeas com a boca aberta e língua protruída, sendo um preditor importante de via aérea difícil. Quanto maior a classe (de I a IV), menor a visibilidade e maior a probabilidade de intubação orotraqueal desafiadora.
A Classificação de Mallampati é uma ferramenta essencial na avaliação pré-anestésica, utilizada para predizer a dificuldade de intubação orotraqueal. Desenvolvida por S. Mallampati em 1985, ela correlaciona o tamanho da língua com o espaço da faringe, avaliando a visibilidade das estruturas orofaríngeas. É um componente crucial na identificação de pacientes com via aérea potencialmente difícil, impactando diretamente o planejamento anestésico e a segurança do paciente. O teste é realizado com o paciente sentado, cabeça em posição neutra, boca bem aberta e língua protruída ao máximo, sem fonação. As classes variam de I (melhor visibilidade, com úvula, pilares amigdalianos e palato mole totalmente visíveis) a IV (pior visibilidade, onde apenas o palato duro é visível). Uma classificação Mallampati III ou IV sugere uma via aérea mais desafiadora, devido à menor área para a laringoscopia. A identificação de uma via aérea difícil através do Mallampati e outros preditores (como distância tireomentoniana curta, abertura de boca limitada, mobilidade cervical reduzida) permite que o anestesiologista prepare equipamentos e técnicas alternativas (fibroscopia, videolaringoscopia, cricotireoidostomia) antes da indução anestésica, minimizando riscos de hipóxia e complicações graves. É uma etapa fundamental na segurança do paciente cirúrgico.
Classe I: úvula, pilares amigdalianos e palato mole. Classe II: úvula e palato mole. Classe III: apenas palato mole e base da úvula. Classe IV: apenas palato duro.
Uma classificação de Mallampati mais alta (III ou IV) indica menor visibilidade das estruturas da faringe, o que está associado a uma maior dificuldade na laringoscopia e intubação orotraqueal.
Outros testes incluem a distância tireomentoniana, abertura da boca, mobilidade cervical, teste da mordida no lábio superior e a avaliação do pescoço (curto, grosso). A combinação de múltiplos preditores aumenta a acurácia.
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