Classificação de Mallampati: Entenda os Graus da Via Aérea

CEPOA - Centro de Estudos e Pesquisas Oculistas Associados (RJ) — Prova 2020

Enunciado

Segundo a classificação de Mallampati, o paciente classificado como grau III, expõe:

Alternativas

  1. A) Palato duro.
  2. B) Palato duro, palato mole e base da úvula.
  3. C) Palato duro, palato mole, úvula e fauces.
  4. D) Palato duro, palato mole, úvula, fauces e pilares.

Pérola Clínica

Mallampati III → Palato duro, palato mole e base da úvula visíveis.

Resumo-Chave

A classificação de Mallampati avalia a visibilidade das estruturas da orofaringe para prever a dificuldade de intubação. No grau III, apenas o palato duro, o palato mole e a base da úvula são visíveis, indicando uma via aérea potencialmente mais difícil.

Contexto Educacional

A classificação de Mallampati é uma ferramenta amplamente utilizada na anestesiologia e medicina de emergência para avaliar a via aérea superior e prever a dificuldade de intubação orotraqueal. Desenvolvida por Mallampati et al. em 1985, ela classifica a visibilidade das estruturas da orofaringe quando o paciente está sentado, com a boca aberta e a língua protruída ao máximo, sem fonação. A importância clínica reside em sua simplicidade e capacidade de alertar o profissional para uma potencial via aérea difícil, permitindo o planejamento de estratégias de manejo adequadas e a preparação de equipamentos específicos, como videolaringoscópios ou dispositivos supraglóticos. Os graus da classificação de Mallampati são definidos pela visibilidade das estruturas: Grau I (pilares amigdalianos, úvula completa, palato mole e duro visíveis), Grau II (úvula completa, palato mole e duro visíveis, mas pilares parcialmente obscurecidos), Grau III (apenas a base da úvula, palato mole e duro visíveis) e Grau IV (apenas o palato duro visível). A questão aborda o Grau III, onde a visibilidade é limitada ao palato duro, palato mole e à base da úvula. Este grau indica uma maior probabilidade de dificuldade na laringoscopia e intubação, exigindo maior atenção e preparo por parte do médico. Embora a classificação de Mallampati seja um preditor útil, ela não deve ser usada isoladamente. Outros fatores como a mobilidade do pescoço, a abertura da boca, a distância tireomentoniana e a presença de patologias orofaríngeas também contribuem para a avaliação da via aérea. A combinação de múltiplos testes preditivos aumenta a acurácia na identificação de uma via aérea difícil. Para residentes, dominar a classificação de Mallampati é fundamental para a segurança do paciente em procedimentos que envolvem o manejo da via aérea, permitindo uma abordagem proativa e minimizando riscos.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da classificação de Mallampati na prática clínica?

A classificação de Mallampati é uma ferramenta crucial na avaliação pré-anestésica e em situações de emergência para prever a dificuldade de intubação orotraqueal. Ela auxilia o médico a antecipar uma via aérea difícil e planejar estratégias alternativas, como o uso de videolaringoscopia ou intubação com fibra óptica, aumentando a segurança do paciente.

Quais estruturas são visíveis em cada grau da classificação de Mallampati?

No Grau I, são visíveis o palato duro, palato mole, úvula e pilares amigdalianos. No Grau II, palato duro, palato mole e a maior parte da úvula. No Grau III, palato duro, palato mole e apenas a base da úvula. No Grau IV, apenas o palato duro é visível.

A classificação de Mallampati é o único preditor de via aérea difícil?

Não, a classificação de Mallampati é apenas um dos vários preditores de via aérea difícil. Outros fatores importantes incluem a distância tireomentoniana, abertura da boca, mobilidade cervical, presença de dentes proeminentes e histórico de intubações prévias. Uma avaliação completa da via aérea deve considerar múltiplos parâmetros.

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