UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020
Paciente de 40 anos, sexo feminino, em avaliação pré-operatória para colecistectomia videolaparoscópica esteve em avaliação pré-anestésica. Durante a realização do exame da via aérea constatou-se que, com a paciente sentada, a cabeça mantida em posição neutra, a boca aberta ao máximo possível e a língua projetada ao máximo, visualizou-se apenas o palato mole e a base da úvula. De acordo com a Classificação de Mallampati, qual classe foi caracterizada pelas estruturas visíveis da faringe desse paciente?
Mallampati III = visualização apenas de palato mole e base da úvula → via aérea potencialmente difícil.
A Classificação de Mallampati é uma ferramenta crucial na avaliação pré-anestésica para prever a dificuldade de intubação. A visualização apenas do palato mole e da base da úvula corresponde à Classe III, indicando uma via aérea potencialmente difícil e exigindo planejamento cuidadoso.
A avaliação da via aérea é um componente crítico da consulta pré-anestésica, visando identificar pacientes com risco de intubação difícil. A Classificação de Mallampati, introduzida por Samsoon e Young, é uma das ferramentas mais utilizadas para estimar a dificuldade de visualização da laringe durante a laringoscopia direta. Ela classifica a orofaringe com base nas estruturas visíveis quando o paciente está sentado, com a boca aberta ao máximo e a língua protruída. As classes de Mallampati são: Classe I (visualização dos pilares amigdalianos, palato mole e úvula completa), Classe II (visualização do palato mole e da úvula completa), Classe III (visualização apenas do palato mole e da base da úvula) e Classe IV (visualização apenas do palato duro). Uma classificação Mallampati III ou IV indica maior probabilidade de dificuldade na intubação, exigindo atenção e planejamento adicionais por parte do anestesiologista. A identificação precoce de uma via aérea difícil permite a preparação de equipamentos e técnicas alternativas, como videolaringoscopia, intubação com fibra óptica ou traqueostomia de emergência, minimizando riscos de complicações graves como hipóxia e lesão cerebral. É fundamental que residentes dominem essa classificação e a integrem a uma avaliação completa da via aérea, que inclui também a mobilidade cervical, abertura da boca e distância tireomentoniana.
A Classificação de Mallampati divide a visualização da orofaringe em quatro classes: Classe I (pilares amigdalianos, palato mole, úvula), Classe II (palato mole, úvula), Classe III (palato mole, base da úvula) e Classe IV (apenas palato duro).
É importante porque ajuda a prever a dificuldade de intubação orotraqueal, permitindo que o anestesiologista planeje estratégias alternativas para o manejo da via aérea, como uso de dispositivos supraglóticos ou intubação com fibra óptica.
Além de Mallampati, outros fatores incluem a distância tireomentoniana, abertura da boca, mobilidade do pescoço, presença de dentes proeminentes, obesidade, e histórico de intubação difícil.
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