PUC-PR Saúde - Pontifícia Universidade Católica do Paraná — Prova 2025
Paciente feminina de 60 anos tem plano de realização de procedimento pélvico ginecológico eletivo. Refere hipertensão arterial em uso de hidroclorotiazida e Ácido acetil salicílico e asma com uso de medicação apenas se tem crises.Em relação à avaliação pré-anestésica, é CORRETO afirmar que:
Classificação Mallampati = avalia via aérea superior para intubação e ventilação sob máscara.
A classificação de Mallampati é uma ferramenta essencial na avaliação pré-anestésica para prever a dificuldade de intubação orotraqueal e ventilação sob máscara, baseando-se na visualização das estruturas da orofaringe. É um dos pilares da avaliação da via aérea.
A avaliação pré-anestésica é um pilar fundamental da segurança do paciente em qualquer procedimento cirúrgico. Seu objetivo principal é identificar e otimizar as condições clínicas do paciente, minimizando riscos e planejando a conduta anestésica. A paciente em questão apresenta comorbidades comuns como hipertensão arterial e asma, que exigem atenção. A hipertensão arterial controlada, mesmo com medicação, e a asma intermitente geralmente classificam o paciente como ASA II (doença sistêmica leve), não necessariamente ASA III (doença sistêmica grave). A classificação de Mallampati é uma ferramenta essencial na avaliação da via aérea, relacionando o tamanho da língua com o espaço da orofaringe e predizendo a dificuldade de intubação e ventilação sob máscara. Uma visualização inadequada (Mallampati III ou IV) sugere uma via aérea difícil. Em relação às medicações, o ácido acetilsalicílico (AAS) é um antiagregante plaquetário que aumenta o risco de sangramento. A decisão de suspender o AAS pré-operatoriamente deve ponderar o risco de sangramento cirúrgico versus o risco de eventos trombóticos (infarto, AVC) se o medicamento for interrompido. Geralmente, para procedimentos de alto risco de sangramento, a suspensão por 7 dias é considerada, mas para muitos procedimentos de baixo risco, pode ser mantido. As diretrizes de jejum pré-operatório são cruciais para prevenir a aspiração pulmonar. O jejum para sólidos é de 6-8 horas, mas para líquidos claros é de apenas 2 horas, e não 4 horas como mencionado em uma alternativa. Por fim, o propofol, um agente indutor anestésico, é geralmente seguro para pacientes asmáticos e não aumenta o risco de broncoespasmo; na verdade, pode ter um efeito broncodilatador leve. A compreensão desses conceitos é vital para a segurança do paciente e para a tomada de decisões clínicas informadas na prática da anestesiologia.
A classificação de Mallampati é crucial para prever a dificuldade de intubação orotraqueal e ventilação sob máscara, auxiliando o anestesiologista a planejar a abordagem da via aérea e a preparar equipamentos adicionais, se necessário.
As diretrizes atuais recomendam jejum de 8 horas para alimentos sólidos e gordurosos, 6 horas para alimentos leves, 4 horas para leite materno e 2 horas para líquidos claros (água, chá, sucos sem polpa).
O manejo do AAS pré-operatório depende do risco trombótico do paciente versus o risco de sangramento do procedimento. Para procedimentos de baixo risco de sangramento, pode ser mantido. Para procedimentos de alto risco, geralmente é suspenso 3 a 7 dias antes, mas a decisão deve ser individualizada com o cardiologista e cirurgião.
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