UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015
Paciente obeso de 140 kg de peso, vai realizar cirurgia de obesidade por videolaparoscopia. No pré-operatório, foi avaliado segundo a classificação de MALLAMPATI, para ver o grau de dificuldade na intubação. Qual manobra o médico deve fazer no exame físico do paciente para avaliar a possibilidade de uma intubação eficaz?
Mallampati avalia via aérea difícil pela visualização de estruturas orofaríngeas com boca aberta e língua protruída.
A classificação de Mallampati é uma ferramenta essencial na avaliação pré-operatória da via aérea, focando na visibilidade da úvula, pilares amigdalianos e palato mole. Esta manobra, que exige a abertura máxima da boca e protrusão da língua, permite estimar o espaço disponível para a laringoscopia e intubação, sendo crucial para a segurança do paciente.
A classificação de Mallampati é uma ferramenta de triagem amplamente utilizada na anestesiologia para prever a dificuldade de intubação orotraqueal, especialmente relevante em pacientes com fatores de risco como obesidade. Desenvolvida por S. Mallampati em 1985, ela avalia a visibilidade das estruturas orofaríngeas, sendo um componente fundamental da avaliação pré-anestésica. Sua importância reside na capacidade de alertar o anestesiologista para a necessidade de estratégias e equipamentos adicionais, garantindo a segurança do paciente. A fisiopatologia da via aérea difícil está relacionada a variações anatômicas que limitam a visualização da laringe durante a laringoscopia. A manobra de Mallampati, que consiste em pedir ao paciente para abrir a boca e protruir a língua sem fonar, permite classificar a via aérea em quatro graus, do mais fácil (Grau I) ao mais difícil (Grau IV). Essa avaliação, combinada com outros indicadores como a distância tireomentoniana e a mobilidade cervical, forma um panorama completo para o diagnóstico de uma via aérea potencialmente difícil. O manejo de uma via aérea difícil começa com uma avaliação pré-operatória meticulosa. Se um Mallampati alto for identificado, o plano anestésico deve incluir a disponibilidade de laringoscópios de vídeo, bougies, máscaras laríngeas e, em casos extremos, a preparação para uma cricotireoidostomia de emergência. O prognóstico é significativamente melhorado quando a via aérea difícil é antecipada e um plano de manejo adequado é implementado, reduzindo a morbimortalidade associada a intubações falhas ou traumáticas.
A classificação de Mallampati possui quatro graus: Grau I (úvula, pilares e palato mole visíveis), Grau II (úvula e palato mole visíveis), Grau III (apenas palato mole visível) e Grau IV (nem palato mole visível).
A avaliação de Mallampati é crucial para identificar pacientes com potencial via aérea difícil, permitindo que a equipe de anestesia se prepare com equipamentos e técnicas alternativas, minimizando riscos de complicações durante a intubação.
Além de Mallampati, outros fatores incluem a distância tireomentoniana, abertura da boca, mobilidade cervical, história prévia de intubação difícil, presença de dentes proeminentes e condições como obesidade ou acromegalia.
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