FBHC - Fundação de Beneficência Hospital de Cirurgia (SE) — Prova 2020
Paciente com sintomas típicos de doença do refluxo gastroesofágico submetido a endoscopia digestiva alta que evidenciou ""erosões contínuas entre ápices de pelo menos duas pregas, envolvendo menos do que 75% do órgão"". Trata-se de um paciente com esofagite em qual grau de Los Angeles?
Esofagite de refluxo (Los Angeles) Grau C = erosões contínuas entre ≥2 pregas, <75% circunferência.
A classificação de Los Angeles para esofagite de refluxo é crucial na endoscopia. O Grau C é definido por erosões mucosas que se estendem entre os ápices de duas ou mais pregas, mas que envolvem menos de 75% da circunferência do esôfago.
A Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é uma condição comum caracterizada pelo refluxo do conteúdo gástrico para o esôfago, causando sintomas e/ou complicações. A endoscopia digestiva alta é o principal método para avaliar a presença e a gravidade da esofagite de refluxo. A classificação de Los Angeles é o sistema mais utilizado mundialmente para descrever as lesões mucosas esofágicas, sendo fundamental para a comunicação entre médicos e para a padronização da conduta. A classificação de Los Angeles divide a esofagite em quatro graus (A, B, C e D) com base na extensão e confluência das erosões. O Grau A refere-se a uma ou mais erosões menores que 5 mm, não confluentes. O Grau B descreve uma ou mais erosões maiores que 5 mm, mas que não se estendem entre os ápices das pregas. O Grau C, como descrito na questão, apresenta erosões contínuas que se estendem entre os ápices de pelo menos duas pregas, mas que envolvem menos de 75% da circunferência do esôfago. O Grau D é o mais grave, com erosões que envolvem 75% ou mais da circunferência. A correta identificação do grau da esofagite é essencial para guiar o tratamento, que geralmente envolve inibidores de bomba de prótons (IBP), e para monitorar a progressão ou regressão da doença. Pacientes com graus mais avançados (C e D) podem ter maior risco de complicações como estenose e Esôfago de Barrett, necessitando de acompanhamento mais rigoroso.
Grau A: uma ou mais erosões < 5 mm, não confluentes. Grau B: uma ou mais erosões > 5 mm, não confluentes. Grau C: erosões confluentes entre ápices de ≥ 2 pregas, envolvendo < 75% da circunferência. Grau D: erosões confluentes envolvendo ≥ 75% da circunferência.
Ela padroniza a descrição das lesões esofágicas por refluxo, auxiliando na avaliação da gravidade, na escolha do tratamento e no acompanhamento da resposta terapêutica, além de ter valor prognóstico para complicações.
No Grau B, as erosões são maiores que 5 mm, mas não são confluentes e não se estendem entre os ápices das pregas. No Grau C, as erosões são confluentes, estendendo-se entre os ápices de pelo menos duas pregas, mas ainda envolvendo menos de 75% da circunferência.
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