Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2015
De acordo com a classificação de esofagite péptica de Los Angeles, qual é o grau de esofagite de um paciente que apresenta no esôfago distal, 2 erosões não confluentes, maiores que 5 mm, identificadas na endoscopia digestiva alta:
Los Angeles B = ≥1 erosão >5mm, não confluente entre pregas.
A classificação de Los Angeles categoriza a esofagite péptica com base na extensão e confluência das erosões. Grau B é definido por uma ou mais erosões maiores que 5 mm, mas que não se estendem entre os topos de duas pregas mucosas.
A classificação de Los Angeles é o sistema mais amplamente aceito para descrever a gravidade da esofagite de refluxo, uma condição comum na prática gastroenterológica. Ela é baseada nos achados endoscópicos das erosões da mucosa esofágica distal, fornecendo uma linguagem padronizada para comunicação entre os profissionais e para a pesquisa clínica. Compreender essa classificação é fundamental para o diagnóstico e manejo da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE). Os graus da classificação de Los Angeles são: * **Grau A**: Uma ou mais erosões mucosas, cada uma com menos de 5 mm de comprimento, que não se estendem entre os topos de duas pregas mucosas. * **Grau B**: Uma ou mais erosões mucosas, cada uma com mais de 5 mm de comprimento, que não se estendem entre os topos de duas pregas mucosas. * **Grau C**: Erosões que são confluentes e se estendem entre os topos de duas ou mais pregas mucosas, mas que ocupam menos de 75% da circunferência esofágica. * **Grau D**: Erosões que ocupam 75% ou mais da circunferência esofágica. No caso apresentado, com 2 erosões não confluentes e maiores que 5 mm, a descrição se encaixa perfeitamente no Grau B. Essa classificação é crucial para guiar a terapia, pois graus mais avançados (C e D) geralmente requerem tratamento mais agressivo e prolongado com inibidores da bomba de prótons para prevenir complicações como estenoses e esôfago de Barrett.
O grau A da classificação de Los Angeles é caracterizado por uma ou mais erosões mucosas, cada uma com menos de 5 mm de comprimento, que não se estendem entre os topos de duas pregas mucosas.
No grau B, há uma ou mais erosões maiores que 5 mm, mas que não se estendem entre os topos de duas pregas mucosas. No grau C, as erosões são confluentes e se estendem entre os topos de duas ou mais pregas mucosas, mas ocupam menos de 75% da circunferência esofágica.
A classificação de Los Angeles é importante porque padroniza a descrição endoscópica da esofagite de refluxo, auxiliando na avaliação da gravidade, na escolha do tratamento (especialmente a intensidade da supressão ácida) e no monitoramento da resposta terapêutica.
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