Esofagite: Classificação de Los Angeles e Implicações Clínicas

FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015

Enunciado

A classificação de Los Angeles para esofagite, feita através de endoscopia digestiva alta, diz:

Alternativas

  1. A) No grau A, as lesões são maiores que 5 mm.
  2. B) No grau B, as lesões são menores que 5 mm.
  3. C) No grau C, as lesões confluem, porém, envolvem menos de 75% da circunferência do órgão. 
  4. D) No grau D, as lesões não confluem, porém, envolvem mais de 75% da circunferência do órgão.

Pérola Clínica

Classificação Los Angeles esofagite: A/B = lesões não confluentes (<5mm ou ≥5mm); C/D = lesões confluentes (C <75%, D ≥75% circunferência).

Resumo-Chave

A classificação de Los Angeles é utilizada para graduar a esofagite erosiva, sendo fundamental para padronizar a descrição endoscópica e guiar o tratamento. Os graus A e B descrevem lesões isoladas, enquanto os graus C e D indicam lesões confluentes, diferenciando-se pela extensão da circunferência esofágica envolvida.

Contexto Educacional

A Classificação de Los Angeles é o sistema mais amplamente aceito e utilizado para graduar a esofagite erosiva, uma manifestação comum da Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE). Desenvolvida em 1994, ela oferece uma descrição padronizada das lesões mucosas observadas durante a endoscopia digestiva alta, permitindo uma comunicação clara entre os profissionais e uma avaliação consistente da gravidade da doença. A compreensão dessa classificação é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados da DRGE. A classificação divide a esofagite em quatro graus (A, B, C e D), baseando-se no tamanho e na confluência das erosões mucosas. O Grau A descreve uma ou mais lesões mucosas, cada uma com menos de 5 mm, que não se estendem entre o topo de duas pregas mucosas. O Grau B inclui uma ou mais lesões mucosas, cada uma com 5 mm ou mais, que também não se estendem entre o topo de duas pregas mucosas. Esses dois graus representam formas mais leves de esofagite. Os graus C e D indicam esofagite mais grave, com lesões confluentes. No Grau C, uma ou mais lesões mucosas confluem entre o topo de duas ou mais pregas mucosas, mas envolvem menos de 75% da circunferência esofágica. O Grau D, o mais grave, apresenta lesões mucosas confluentes que afetam 75% ou mais da circunferência do esôfago. Essa classificação é crucial para guiar a terapia, pois esofagites mais graves (C e D) podem exigir tratamento mais intensivo e prolongado, além de estarem associadas a um maior risco de complicações como estenose e esôfago de Barrett.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o Grau A na Classificação de Los Angeles?

No Grau A, as lesões mucosas são uma ou mais erosões, cada uma com menos de 5 mm de comprimento, que não se estendem entre o topo de duas pregas mucosas.

Como diferenciar o Grau C do Grau D na esofagite de Los Angeles?

O Grau C apresenta uma ou mais lesões mucosas que confluem entre o topo de duas ou mais pregas mucosas, mas que envolvem menos de 75% da circunferência esofágica. Já o Grau D envolve lesões mucosas confluentes que afetam 75% ou mais da circunferência do esôfago.

Qual a importância clínica da Classificação de Los Angeles?

A classificação permite padronizar a descrição endoscópica da esofagite erosiva, auxiliando na avaliação da gravidade da doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), na monitorização da resposta ao tratamento e na identificação de pacientes com maior risco de complicações.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo