HSL/Sírio - Hospital Sírio-Libanês (SP) — Prova 2025
Para uma laceração perineal durante o parto ser classificada como 3C, deve incluir a lesão de
Laceração 3C = lesão completa do esfíncter externo do ânus + lesão do esfíncter interno do ânus.
A classificação das lacerações perineais é essencial para guiar o reparo cirúrgico e prever o risco de complicações como incontinência anal. A laceração 3C representa uma lesão grave, envolvendo ambos os esfíncteres anais, e exige reparo cuidadoso por profissional experiente.
As lacerações perineais são comuns durante o parto vaginal e sua correta classificação é fundamental para um reparo adequado e para minimizar as complicações a longo prazo. As lacerações de terceiro e quarto graus, que envolvem o complexo esfincteriano anal, são as mais graves e estão associadas a um risco significativo de incontinência anal. A classificação 3C, especificamente, denota uma lesão completa do esfíncter externo do ânus (EES) e do esfíncter interno do ânus (EIS). O reconhecimento preciso do grau da laceração permite ao obstetra realizar um reparo cirúrgico meticuloso, que é crucial para restaurar a função esfincteriana e prevenir sequelas como a incontinência fecal, que impacta severamente a qualidade de vida da mulher. A avaliação pós-parto imediata do períneo deve ser sistemática e cuidadosa, utilizando boa iluminação e, se necessário, anestesia local para garantir a identificação de todas as lesões. O reparo deve ser realizado por um profissional experiente, com técnica cirúrgica apurada, e o acompanhamento pós-operatório é importante para monitorar a cicatrização e a função anal.
As lacerações são classificadas em quatro graus: 1º grau (pele e mucosa vaginal), 2º grau (músculos do períneo, mas não esfíncter anal), 3º grau (esfíncter anal, subdividido em 3a, 3b, 3c) e 4º grau (esfíncter anal e mucosa retal).
3a: lesão < 50% da espessura do esfíncter externo do ânus (EES). 3b: lesão > 50% da espessura do EES. 3c: lesão completa do EES e do esfíncter interno do ânus (EIS).
As principais complicações incluem dor perineal crônica, dispareunia, incontinência fecal (gases, fezes líquidas ou sólidas), incontinência urinária e formação de fístulas retovaginais.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo