SMS Goiânia - Secretaria Municipal de Saúde de Goiânia (GO) — Prova 2020
Homem 54 anos, obeso, hipertenso e diabético, admitido no PA com quadro de dor torácica típica e eletrocardiograma evidenciando supradesnívelamento de segmento ST em D2, D3 e avF. Ao exame físico, apresentava-se acordado, consciente, orientado, com taquidispneia, estertor crepitante bibasal, turgência jugular, PA 140x90mmHg, tempo de enchimento capilar 2seg. Baseado nos dados apresentados, pode-se classificar o paciente em qual classe de Killip:
IAM + estertores crepitantes OU turgência jugular = Killip II (ICC leve/moderada).
A classificação de Killip avalia a gravidade da insuficiência cardíaca em pacientes com infarto agudo do miocárdio. A presença de estertores crepitantes pulmonares (indicando congestão pulmonar) ou turgência jugular (indicando aumento da pressão venosa central) sem edema agudo de pulmão franco classifica o paciente como Killip II.
A classificação de Killip é uma ferramenta clínica fundamental para estratificar o risco e o prognóstico de pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM) com base na presença e gravidade da insuficiência cardíaca. Desenvolvida em 1967, ela continua sendo amplamente utilizada devido à sua simplicidade e forte valor preditivo. A presença de comorbidades como obesidade, hipertensão e diabetes, como no caso, aumenta o risco de complicações cardiovasculares. A fisiopatologia da insuficiência cardíaca no IAM envolve a perda de miócitos funcionais e disfunção ventricular, levando à redução do débito cardíaco e aumento das pressões de enchimento. O paciente em questão apresenta taquidispneia, estertores crepitantes bibasais e turgência jugular, que são sinais clássicos de congestão pulmonar e aumento da pressão venosa central, respectivamente. Estes achados são consistentes com a Classe II de Killip. A Classe II de Killip é definida pela presença de estertores crepitantes em menos de 50% dos campos pulmonares ou turgência jugular, indicando insuficiência cardíaca leve a moderada. O tratamento visa otimizar a função cardíaca, reduzir a congestão e prevenir a progressão para classes mais graves, que estão associadas a um pior prognóstico e maior mortalidade.
Killip I: sem sinais de insuficiência cardíaca. Killip II: estertores crepitantes em menos de 50% dos campos pulmonares ou turgência jugular. Killip III: edema agudo de pulmão franco (estertores em mais de 50% dos campos). Killip IV: choque cardiogênico.
A classificação de Killip é um forte preditor de mortalidade hospitalar e em longo prazo após um IAM. Classes mais altas (III e IV) estão associadas a um pior prognóstico.
Killip II apresenta sinais de congestão pulmonar leve a moderada (estertores em menos de 50% dos campos pulmonares ou turgência jugular). Killip III é caracterizado por edema agudo de pulmão franco, com estertores em mais de 50% dos campos pulmonares e dispneia grave.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo