SMS-SP - Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo — Prova 2023
As úlceras gástricas são doenças importantes, que acometem a população brasileira, com uma fisiopatologia variada, sendo a infecção pelo H. pylori muito relevante. Pela classificação de Johnson modificada, a úlcera tipo I é a mais frequente. A localização e os níveis de acidez do estômago relacionados ao tipo I de úlcera gástrica são, respectivamente,
Úlcera gástrica tipo I (Johnson) = pequena curvatura, incisura angular, acidez normal/baixa. Mais comum.
A classificação de Johnson para úlceras gástricas é importante para entender a fisiopatologia e a abordagem terapêutica. O tipo I, o mais comum, caracteriza-se por uma úlcera localizada na pequena curvatura, próximo à incisura angular, e está associado a níveis normais ou baixos de acidez gástrica, geralmente devido a fatores que comprometem a barreira mucosa, e não ao excesso de ácido.
As úlceras gástricas representam uma condição clínica relevante, com uma etiologia multifatorial e um impacto significativo na saúde da população. A compreensão de sua fisiopatologia e classificação é essencial para o diagnóstico e manejo adequados. A classificação de Johnson modificada é uma ferramenta valiosa que ajuda a categorizar as úlceras gástricas com base em sua localização e nos níveis de acidez gástrica associados, fornecendo insights sobre os mecanismos subjacentes e orientando a conduta terapêutica. A úlcera gástrica tipo I, a mais frequente segundo a classificação de Johnson, é caracterizada por sua localização na pequena curvatura do estômago, geralmente próximo à incisura angular. Diferentemente de outros tipos de úlceras pépticas, como as duodenais ou as úlceras gástricas tipo II e III, que estão frequentemente associadas à hipersecreção ácida, a úlcera tipo I ocorre em um contexto de níveis de acidez gástrica normais ou até mesmo baixos. Sua fisiopatologia está mais relacionada a fatores que comprometem a integridade da barreira mucosa gástrica, como a infecção por Helicobacter pylori ou o uso de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs). Para residentes e estudantes de medicina, é crucial dominar essa classificação, pois ela direciona a investigação diagnóstica e as opções de tratamento. A distinção entre os tipos de úlcera gástrica permite uma abordagem mais precisa, seja na erradicação do H. pylori, na suspensão de medicamentos agressores da mucosa ou na consideração de intervenções cirúrgicas em casos selecionados. O conhecimento aprofundado da classificação de Johnson é um diferencial na prática clínica e na preparação para exames de residência.
A classificação de Johnson modificada divide as úlceras gástricas em cinco tipos: Tipo I (pequena curvatura, incisura angular, acidez normal/baixa), Tipo II (gástrica + duodenal, acidez alta), Tipo III (pré-pilórica, acidez alta), Tipo IV (cárdia, acidez baixa) e Tipo V (induzida por AINEs, em qualquer lugar).
A úlcera gástrica tipo I é primariamente causada por uma falha nos mecanismos de defesa da mucosa gástrica, como a barreira de muco-bicarbonato, em vez de hipersecreção ácida. Fatores como infecção por H. pylori, uso de AINEs e isquemia podem comprometer essa barreira, permitindo que o ácido gástrico, mesmo em níveis normais ou baixos, cause dano tecidual.
A localização da úlcera, conforme a classificação de Johnson, pode influenciar a abordagem terapêutica. Úlceras tipo I, por exemplo, podem ter um risco maior de malignidade e, portanto, requerem biópsias para exclusão. Além disso, a presença de H. pylori é um fator comum em todos os tipos e seu tratamento é fundamental, juntamente com a interrupção de AINEs, quando aplicável.
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