UERJ/HUPE - Hospital Universitário Pedro Ernesto (RJ) — Prova 2015
Homem de 47 anos apresenta quadro clínico típico de doença ulcerosa péptica. Realizou endoscopia digestiva alta que mostrou lesão ulcerada de bordos bem definidos, próxima à pequena curvatura junto à incisura angular. Utilizando a classificação de Johnson modificada, o tipo da úlcera e sua relação com a produção ácida gástrica são, respectivamente, tipo:
Úlcera gástrica tipo I (Johnson) = pequena curvatura, incisura angular, normocloridria.
A classificação de Johnson modificada categoriza as úlceras gástricas pela localização e sua relação com a produção ácida. O tipo I é a mais comum, localizada na pequena curvatura, geralmente associada à normocloridria e a um defeito na barreira mucosa, não à hipersecreção ácida.
A doença ulcerosa péptica é uma condição comum que afeta o trato gastrointestinal superior, caracterizada pela formação de úlceras na mucosa gástrica ou duodenal. A classificação de Johnson modificada é uma ferramenta importante para categorizar as úlceras gástricas com base em sua localização e, consequentemente, inferir sobre a fisiopatologia subjacente, especialmente em relação à produção ácida gástrica. Essa classificação auxilia na compreensão da etiologia e no direcionamento do tratamento, sendo um tópico relevante para residentes de gastroenterologia e cirurgia geral. No caso da úlcera gástrica Tipo I, a lesão é tipicamente encontrada na pequena curvatura, próxima à incisura angular. Diferentemente das úlceras duodenais ou de outros tipos de úlceras gástricas, as úlceras Tipo I geralmente não estão associadas à hipersecreção ácida. Em vez disso, sua patogênese está mais ligada a um defeito na barreira da mucosa gástrica, que a torna mais suscetível ao dano pelo ácido e pepsina em níveis normais. A presença de Helicobacter pylori é um fator etiológico comum em todos os tipos de úlceras pépticas, mas a relação com a acidez varia. O diagnóstico é confirmado por endoscopia digestiva alta, que permite a visualização direta da úlcera e a realização de biópsias para descartar malignidade, uma vez que úlceras gástricas podem ser malignas em até 5% dos casos. O tratamento envolve a erradicação do H. pylori (se presente), o uso de inibidores da bomba de prótons (IBP) para reduzir a acidez gástrica e, em alguns casos, modificações no estilo de vida. Compreender a classificação de Johnson é crucial para a interpretação dos achados endoscópicos e para a tomada de decisões terapêuticas adequadas, sendo um conhecimento fundamental para a prática clínica e para as provas de residência.
A classificação de Johnson modificada divide as úlceras gástricas em: Tipo I (pequena curvatura, normocloridria), Tipo II (corpo gástrico + úlcera duodenal, hipercloridria), Tipo III (pré-pilórica, hipercloridria), Tipo IV (cárdia, hipocloridria) e Tipo V (induzida por AINEs, em qualquer local).
A localização da úlcera gástrica frequentemente se correlaciona com a produção ácida. Úlceras na pequena curvatura (Tipo I) geralmente ocorrem em pacientes com produção ácida normal, enquanto úlceras pré-pilóricas ou associadas a úlcera duodenal (Tipos II e III) estão ligadas à hipersecreção ácida.
A endoscopia digestiva alta é fundamental para visualizar a lesão ulcerada, determinar sua localização exata, tamanho e características morfológicas, permitindo a classificação conforme Johnson e a realização de biópsias para descartar malignidade, especialmente em úlceras gástricas.
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