Úlcera Gástrica Tipo I: Classificação de Johnson e Conduta

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Um homem de 58 anos, tabagista e usuário crônico de anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) para tratamento de osteoartrite, é admitido na emergência com quadro de dor abdominal súbita e excruciante em andar superior há 4 horas, que rapidamente se generalizou. Ao exame físico, apresenta-se taquicárdico (FC 112 bpm), normotenso (PA 125x75 mmHg), com abdome em tábua e sinal de Blumberg presente em todos os quadrantes. A radiografia de tórax em ortostase revela pneumoperitônio subdiafragmático bilateral. Após estabilização volêmica e início de antibioticoterapia, o paciente é submetido à laparotomia exploradora. O cirurgião identifica uma perfuração de 1,5 cm de diâmetro localizada na pequena curvatura gástrica, na região da incisura angularis, com bordos endurecidos. O restante do inventário da cavidade não demonstra outras úlceras ou cicatrizes duodenais. O paciente permanece estável hemodinamicamente durante a cirurgia. De acordo com a classificação de Johnson e os princípios de cirurgia gástrica, a conduta mais adequada é:

Alternativas

  1. A) Realizar a gastrectomia distal incluindo a área da úlcera, com reconstrução a Billroth I ou II, sem a necessidade de vagotomia associada.
  2. B) Realizar a vagotomia troncular associada à antrectomia e reconstrução a Billroth II, visto que a localização da úlcera indica um estado de hipersecreção ácida.
  3. C) Optar pelo tratamento conservador (Método de Taylor) com aspiração nasogástrica e bloqueadores de bomba de prótons, visto que a dor iniciou há menos de 6 horas.
  4. D) Realizar a rafia simples da perfuração com reforço de omento (manobra de Graham), dispensando a realização de biópsia devido ao caráter agudo da complicação.

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