Classificação IOTA: Avaliação de Cistos Ovarianos Complexos

UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2022

Enunciado

Mulher de 50 anos com dor, aumento do volume abdominal e sensação de saciedade precoce ao se alimentar. Ao exame clínico: massa de consistência endurecida, móvel em região anexial direita. Ultrassonografia endovaginal: em ovário direito, observada imagem arredondada anecoica com septos (total de 2), 5 vegetações internas (a maior medindo 18mm) e discreto fluxo ao Doppler (score 1). Não observados debris ou sombra acústica posterior, medindo 10,5 x 6,0 x 5,5 cm (180ml). Ultrassonografia abdominal: sem ascite.Em relação aos dados apresentados, classifique a imagem usando consenso IOTA.

Alternativas

  1. A) Cisto unilocular ovariano direito.
  2. B) Cisto sólido multilocular ovariano direito.
  3. C) Cisto sólido unilocular ovariano direito.
  4. D) Cisto multilocular ovariano direito.
  5. E) Não classificável.

Pérola Clínica

Cisto ovariano com septos → Cisto multilocular. Vegetações internas são componentes sólidos que aumentam o risco.

Resumo-Chave

A classificação IOTA para massas anexiais é baseada em características ultrassonográficas detalhadas. A presença de septos define um cisto como multilocular. Vegetações internas são consideradas componentes sólidos e aumentam o escore de risco, mas a estrutura básica permanece multilocular.

Contexto Educacional

A avaliação de massas anexiais é um desafio comum na prática ginecológica, e a ultrassonografia é a principal ferramenta diagnóstica. O consenso IOTA (International Ovarian Tumor Analysis) fornece uma metodologia padronizada para descrever e classificar essas massas, auxiliando na diferenciação entre lesões benignas e malignas e na tomada de decisão clínica. A fisiopatologia das massas anexiais é variada, incluindo cistos funcionais, endometriomas, teratomas e tumores ovarianos benignos ou malignos. A classificação IOTA utiliza critérios morfológicos detalhados, como a presença de septos, componentes sólidos (vegetações), ascite, características da parede cística e fluxo Doppler. A presença de septos define uma lesão como multilocular, enquanto vegetações são componentes sólidos que podem indicar maior risco. A correta aplicação dos termos IOTA é fundamental para a comunicação entre profissionais e para a estratificação de risco. Massas multiloculares com componentes sólidos e vascularização significativa ao Doppler geralmente exigem uma investigação mais aprofundada ou encaminhamento para centros especializados. A ausência de ascite, como no caso, é um fator que pode reduzir o risco, mas a presença de múltiplas vegetações é um sinal de alerta importante.

Perguntas Frequentes

Quais são as principais características ultrassonográficas que definem um cisto multilocular segundo o IOTA?

Um cisto multilocular é definido pela presença de dois ou mais septos que dividem a lesão em múltiplas lojas. A espessura e a vascularização desses septos são importantes para a avaliação do risco de malignidade.

Como as vegetações internas são interpretadas na classificação IOTA?

Vegetações internas são projeções sólidas na parede interna do cisto. Elas são consideradas componentes sólidos e, quando presentes, aumentam o escore de risco de malignidade da massa anexial, especialmente se forem grandes ou vascularizadas.

Qual a importância do fluxo ao Doppler na avaliação de massas anexiais pelo IOTA?

O fluxo ao Doppler avalia a vascularização dos componentes sólidos e septos. Um alto score Doppler (muito fluxo) sugere maior risco de malignidade, enquanto um fluxo discreto (score 1) é menos preocupante, mas ainda relevante.

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