SMS São José do Rio Preto - Secretaria Municipal de Saúde (SP) — Prova 2024
O rim tem a função de eliminar do organismo a maior parte das substâncias tóxicas derivadas do metabolismo. Assinale a única alternativa errada.
Uremia grave (>200 mg/dL) causa sintomas como anorexia, náuseas, vômitos, sangramento e encefalopatia.
A injúria renal aguda (IRA) é classificada em pré-renal, intrínseca e pós-renal, com a Necrose Tubular Aguda (NTA) sendo a causa mais comum de IRA intrínseca. A uremia, quando em concentrações muito elevadas, causa uma síndrome tóxica com múltiplos sintomas, mas o valor de 280 mg/dL para ureia é arbitrário e não um limiar fixo para todos os sintomas graves.
A Injúria Renal Aguda (IRA) é uma síndrome clínica caracterizada por uma rápida deterioração da função renal, resultando no acúmulo de produtos nitrogenados e desequilíbrios hidroeletrolíticos e ácido-básicos. É uma condição comum em pacientes hospitalizados, especialmente em unidades de terapia intensiva, e está associada a alta morbimortalidade. A compreensão de seus mecanismos e causas é fundamental para o diagnóstico e manejo adequados, sendo um tópico frequente em provas de residência. A IRA é classicamente dividida em três categorias etiológicas: pré-renal, intrínseca e pós-renal. A azotemia pré-renal resulta de hipoperfusão renal (ex: hipovolemia, choque, insuficiência cardíaca). A azotemia renal intrínseca envolve lesão direta ao parênquima renal, sendo a Necrose Tubular Aguda (NTA) a causa mais comum, frequentemente induzida por isquemia prolongada ou nefrotoxinas (ex: aminoglicosídeos, contrastes). Outras causas intrínsecas incluem nefrites intersticiais, glomerulonefrites e vasculites. A azotemia pós-renal é causada por obstrução do fluxo urinário em qualquer ponto do trato urinário (ex: hiperplasia prostática benigna, cálculos, tumores). O manejo da IRA depende da sua etiologia. No caso de azotemia pré-renal, a restauração do volume intravascular e da perfusão renal é prioritária. Para a IRA intrínseca, o tratamento é de suporte, visando evitar maiores danos e manejar as complicações, podendo incluir diálise em casos graves. Na IRA pós-renal, a desobstrução do trato urinário é essencial. A síndrome urêmica, que se manifesta com níveis muito elevados de ureia e outras toxinas, pode causar sintomas como anorexia, náuseas, vômitos, sangramento gastrointestinal, letargia e convulsões, indicando a necessidade de terapia renal substitutiva. É crucial que o residente saiba diferenciar as causas e reconhecer os sinais de uremia grave.
A IRA pode ser causada por três mecanismos principais: hipofluxo renal (azotemia pré-renal), lesão no próprio parênquima renal (azotemia renal intrínseca) e obstrução do sistema uroexcretor (azotemia pós-renal). Cada mecanismo possui etiologias e abordagens terapêuticas distintas.
A causa mais comum de azotemia renal intrínseca é a Necrose Tubular Aguda (NTA), frequentemente decorrente de isquemia ou nefrotoxinas. Outras causas incluem nefrite intersticial aguda (medicamentos, infecções), glomerulonefrites agudas e vasculites.
Os sintomas da síndrome urêmica, como anorexia, náuseas, vômitos, sangramento, fadiga, prurido e encefalopatia, podem surgir com níveis elevados de ureia e creatinina. Não há um ponto de corte fixo para o início dos sintomas, que dependem da velocidade de elevação e da tolerância individual, mas geralmente são observados com ureia acima de 150-200 mg/dL.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo