UFRN/HUOL - Hospital Universitário Onofre Lopes - Natal (RN) — Prova 2023
A hipertensão na gestação é uma das maiores causas de morte materna e perinatal, mostrando a importância do conhecimento dessa patologia gestacional tanto para obstetras como neonatologistas. Entre as síndromes hipertensivas gestacionais, especial atenção deve ser dada à pré-eclâmpsia ou doença hipertensiva específica da gravidez que ocorre como forma isolada ou associada à hipertensão arterial crônica, pois estão ligadas aos piores resultados maternos e perinatais. O adequado controle pré-natal com seguimento rigoroso da gestante é a única forma de reduzir a mortalidade materna e perinatal. O uso de recurso de imagem, como a dopplervelocimetria, permite ao examinador diagnosticar insuficiência placentária e avaliar as condições circulatórias materno-fetal de forma segura e não invasiva. Em relação à hipertensão durante a gestação,
Hipertensão crônica na gestação = PA elevada antes 20 sem ou antes gestação, persistindo >12 sem pós-parto.
A correta classificação das síndromes hipertensivas na gestação é fundamental para o manejo adequado. A hipertensão crônica é definida pela presença de pressão arterial elevada antes da gestação, ou diagnosticada antes da 20ª semana de gestação, e que persiste por mais de 12 semanas após o parto. Essa distinção é crucial para o prognóstico e o plano de cuidado.
As síndromes hipertensivas da gestação representam um espectro de condições que complicam aproximadamente 5-10% das gestações e são uma das principais causas de morbimortalidade materna e perinatal. A correta classificação é essencial para o manejo adequado e para a comunicação entre os profissionais de saúde. As principais categorias incluem hipertensão gestacional, pré-eclâmpsia, pré-eclâmpsia superposta à hipertensão crônica e hipertensão crônica. A hipertensão crônica é definida como a presença de pressão arterial elevada (≥ 140/90 mmHg) antes da gestação, ou diagnosticada antes da 20ª semana de gestação, e que persiste por mais de 12 semanas após o parto. Se a hipertensão crônica se agrava ou se desenvolve proteinúria nova ou sinais de gravidade após a 20ª semana, é classificada como pré-eclâmpsia superposta. Já a pré-eclâmpsia é a ocorrência de hipertensão e proteinúria após a 20ª semana em uma mulher previamente normotensa, que geralmente se resolve até 12 semanas pós-parto. O manejo dessas condições varia significativamente. Para a hipertensão crônica, o objetivo é manter a PA controlada com anti-hipertensivos seguros na gestação. Na pré-eclâmpsia, a interrupção da gestação é o único tratamento definitivo, mas o manejo expectante pode ser considerado em casos selecionados para otimizar a maturidade fetal. O conhecimento aprofundado dessas definições é crucial para o residente, tanto para a prova quanto para a prática clínica diária, garantindo a segurança da mãe e do bebê.
Hipertensão gestacional é a elevação da pressão arterial (≥ 140/90 mmHg) que surge após a 20ª semana de gestação em mulher previamente normotensa, sem proteinúria, e que se normaliza até 12 semanas pós-parto.
Pré-eclâmpsia é hipertensão nova após 20 semanas com proteinúria. Pré-eclâmpsia superposta é o desenvolvimento de proteinúria ou piora da hipertensão/surgimento de sinais de gravidade em paciente com hipertensão crônica.
A Síndrome HELLP é caracterizada por Hemólise (evidenciada por esquizócitos, bilirrubina indireta elevada, LDH elevada), Enzimas hepáticas elevadas (AST/ALT > 2x o normal) e Plaquetopenia (< 100.000/mm³).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo