UNIRG - Universidade de Gurupi (TO) — Prova 2021
Paciente de 40 anos chega à unidade básica de saúde para avaliação clínica. Durante o exame físico, apresenta a medida da pressão arterial 142 x 95. Segundo a 7a diretriz brasileira de hipertensão arterial, a classificação da hipertensão desse paciente seria:
PA 140-159 x 90-99 mmHg = Hipertensão Estágio I (7ª Diretriz Brasileira).
De acordo com a 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, a classificação de Hipertensão Estágio I é definida por valores de pressão arterial sistólica entre 140-159 mmHg e/ou pressão arterial diastólica entre 90-99 mmHg. O valor de 142 x 95 mmHg se encaixa perfeitamente nesta categoria.
A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma doença crônica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial. É um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares, cerebrovasculares e renais, sendo uma das condições mais prevalentes globalmente e no Brasil. A correta classificação da HAS é a base para a estratificação de risco e para a tomada de decisões terapêuticas, visando reduzir a morbimortalidade associada. A fisiopatologia da HAS é complexa, envolvendo fatores genéticos, ambientais e mecanismos neuro-humorais. O diagnóstico é feito pela aferição da pressão arterial em múltiplas ocasiões, seguindo protocolos padronizados. A 7ª Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial estabelece os critérios de classificação que são amplamente utilizados na prática clínica e em provas de residência. A suspeita deve surgir em qualquer paciente com aferições elevadas, mesmo que assintomático. O tratamento da HAS envolve mudanças no estilo de vida (dieta, exercícios, cessação do tabagismo) e, frequentemente, terapia farmacológica. A classificação em estágios (pré-hipertensão, estágio I, II, III) orienta a intensidade e o tipo de intervenção. O prognóstico depende do controle adequado da PA e do manejo dos fatores de risco associados, sendo o objetivo principal prevenir danos a órgãos-alvo e eventos cardiovasculares.
Pela 7ª Diretriz Brasileira, a pré-hipertensão é definida por pressão sistólica entre 120-139 mmHg e/ou pressão diastólica entre 80-89 mmHg.
A classificação correta é fundamental para determinar a estratificação de risco cardiovascular do paciente e guiar as decisões terapêuticas, incluindo mudanças no estilo de vida e início de tratamento farmacológico.
Hipertensão Estágio II: PAS 160-179 mmHg e/ou PAD 100-109 mmHg. Hipertensão Estágio III: PAS ≥ 180 mmHg e/ou PAD ≥ 110 mmHg.
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