Hipertensão Arterial: Classificação pelas Diretrizes Brasileiras

SUS-BA - Sistema Único de Saúde da Bahia — Prova 2025

Enunciado

Homem, 40 anos de idade, comparece à consulta na Unidade Básica de Saúde com queixa de dores de cabeça frequentes e sensação de cansaço. As dores de cabeça tem caráter constrictivo em faixa, de média intensidade, sem náuseas ou vômitos e ocorrem frequentemente aos fins de semana. Há 3 meses, houve verificação de PA: 150x95mmHg. Duas medições realizadas em dias subsequentes no consultório evidenciaram PA: 140x90 e 145x100mmHg. O paciente não iniciou tratamento medicamentoso, nem realizou mudanças significativas no estilo de vida no período. Ele não apresenta sintomas cardíacos ou renais, mas relata uma alimentação rica em sal e pouca atividade física. Ao exame físico atual, sua pressão arterial está em 155x100mmHg em repouso. Nota-se ponto sensível à palpação da inserção do músculo esterno cleido mastoídeo no crânio.Classifique este paciente, utilizando as Diretrizes Brasileiras para Hipertensão Arterial, considerando as medições de PA descritas:

Alternativas

Pérola Clínica

PA ≥ 140/90 mmHg em 2+ consultas → Hipertensão Arterial.

Resumo-Chave

De acordo com as Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, a classificação da hipertensão é baseada em múltiplas medições da pressão arterial. Valores de PA sistólica entre 140-159 mmHg e/ou diastólica entre 90-99 mmHg classificam o paciente como Hipertensão Estágio 1. Valores acima disso podem indicar estágios mais avançados.

Contexto Educacional

A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é uma condição crônica multifatorial caracterizada por níveis elevados e sustentados da pressão arterial, sendo um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Sua prevalência é alta na população adulta brasileira, tornando seu diagnóstico e classificação corretos fundamentais na prática médica, especialmente para residentes. O diagnóstico da HAS não deve ser feito com base em uma única medida. As Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial recomendam a aferição da pressão arterial em pelo menos duas consultas distintas, com a média das medições confirmando os valores elevados. A classificação dos estágios da hipertensão é crucial para guiar a conduta terapêutica e a estratificação de risco cardiovascular do paciente. No caso apresentado, as múltiplas medições da PA (150x95mmHg, 140x90mmHg, 145x100mmHg e 155x100mmHg) indicam consistentemente valores acima de 140/90 mmHg. De acordo com as diretrizes, uma PA sistólica entre 140-159 mmHg e/ou diastólica entre 90-99 mmHg classifica o paciente como Hipertensão Estágio 1. Valores acima de 160/100 mmHg já configuram Estágio 2. O paciente em questão apresenta valores que se enquadram no Estágio 2 (155x100mmHg), exigindo intervenção. A identificação precoce e a classificação correta são essenciais para iniciar as mudanças no estilo de vida e, se necessário, o tratamento farmacológico.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o diagnóstico de hipertensão arterial segundo as diretrizes brasileiras?

O diagnóstico de hipertensão arterial é confirmado quando a média de duas ou mais medições da pressão arterial em duas ou mais consultas distintas é igual ou superior a 140/90 mmHg.

Como as Diretrizes Brasileiras classificam os estágios da hipertensão?

As diretrizes classificam a hipertensão em Estágio 1 (140-159/90-99 mmHg), Estágio 2 (160-179/100-109 mmHg) e Estágio 3 (≥180/110 mmHg). Há também a pré-hipertensão e a pressão arterial ótima/normal.

Qual a importância de múltiplas medições da PA para o diagnóstico?

Múltiplas medições em diferentes ocasiões são cruciais para evitar o diagnóstico de 'hipertensão do jaleco branco' e para garantir uma classificação precisa da condição do paciente, orientando o tratamento adequado.

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