HOA - Hospital de Olhos de Aparecida de Goiânia (GO) — Prova 2021
Nos quadros de diverticulite aguda, pela classificação tomográfica de Hinchey, o achado de peritonite fecal é classificado em:
Peritonite fecal na diverticulite aguda = Hinchey IV, a forma mais grave.
A classificação de Hinchey é crucial para guiar o manejo da diverticulite aguda, sendo a peritonite fecal (Hinchey IV) a forma mais grave, indicando perfuração livre e contaminação maciça da cavidade abdominal.
A diverticulite aguda é uma condição comum, especialmente em idosos, caracterizada pela inflamação de divertículos no cólon. Sua importância clínica reside na potencial evolução para complicações graves, como perfuração e peritonite, que exigem intervenção imediata. A classificação tomográfica de Hinchey é a ferramenta padrão para estratificar a gravidade da diverticulite aguda complicada, guiando a conduta terapêutica. Ela se baseia nos achados de tomografia computadorizada, que é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico e estadiamento. A peritonite fecal, classificada como Hinchey IV, representa o estágio mais grave, com perfuração livre e extravasamento de fezes na cavidade abdominal. Este cenário exige manejo cirúrgico de emergência, geralmente com ressecção do segmento colônico afetado e derivação intestinal, devido ao alto risco de sepse e mortalidade.
A classificação de Hinchey divide a diverticulite aguda complicada em estágios: I (abscesso pericólico), II (abscesso pélvico/distante), III (peritonite purulenta generalizada) e IV (peritonite fecal generalizada).
A peritonite fecal (Hinchey IV) indica uma perfuração livre do divertículo com extravasamento de conteúdo fecal para a cavidade peritoneal, resultando em contaminação bacteriana maciça e alta morbimortalidade.
A diverticulite Hinchey IV geralmente requer laparotomia exploratória de emergência com ressecção do segmento colônico afetado e colostomia (procedimento de Hartmann) ou anastomose primária com ileostomia de proteção, dependendo das condições do paciente.
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