HC ICC - Hospital do Câncer - Instituto do Câncer do Ceará — Prova 2025
A abordagem terapêutica para indivíduos com diverticulite aguda complicada varia conforme as dimensões e a posição das coleções e das condições clínicas do paciente. Em relação ao manejo da diverticulite aguda complicada, é INCORRETO afirmar que:
Hinchey IV (Peritonite Fecal) → Cirurgia de Urgência (Hartmann é o clássico).
Na diverticulite com peritonite difusa (Hinchey III e IV), a cirurgia de urgência é mandatória. A anastomose primária em ambiente de contaminação fecal franca é de alto risco.
A diverticulite aguda é uma complicação comum da doença diverticular dos cólons. A Classificação de Hinchey orienta o tratamento: estágios I e II (abscessos localizados) permitem manejo conservador ou minimamente invasivo, enquanto estágios III e IV (peritonite difusa) exigem intervenção cirúrgica imediata. A alternativa C está incorreta porque, na presença de peritonite fecal (Hinchey IV), a prioridade é o controle do foco infeccioso e a segurança do paciente. Realizar uma anastomose primária sem proteção (estoma de derivação) em um campo com fezes livres é tecnicamente contraindicado na maioria dos protocolos de urgência devido à altíssima taxa de complicações pós-operatórias.
Hinchey III refere-se à peritonite purulenta generalizada (ruptura de um abscesso para a cavidade peritoneal). Hinchey IV refere-se à peritonite fecal generalizada (perfuração livre do divertículo com saída de fezes). Ambas são emergências cirúrgicas que requerem laparotomia ou laparoscopia de urgência.
Abscessos pequenos (< 3-4 cm) podem ser tratados apenas com antibióticos venosos (Hinchey Ia/Ib). Abscessos maiores (> 4 cm) ou que não respondem ao tratamento clínico devem ser submetidos à drenagem percutânea guiada por TC. Isso permite 'esfriar' o processo inflamatório para uma cirurgia eletiva posterior com anastomose primária.
A realização de uma anastomose intestinal em um ambiente de peritonite fecal (altamente contaminado) e em um paciente potencialmente instável aumenta drasticamente o risco de deiscência da sutura. Por isso, a Cirurgia de Hartmann (ressecção do sigmoide, fechamento do coto retal e colostomia terminal) permanece como o procedimento mais seguro nessas condições.
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