FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2020
Paciente de 78 anos é admitido na emergência com quadro de intensa dor abdominal. Após a avaliação clínica, nota-se leucocitose com desvio a esquerda e tomografia de abdome evidenciando líquido livre em cavidade abdominal e borramento da gordura do cólon sigmóide. É submetido a laparotomia exploradora. Na inspeção, evidencia-se uma diverticulite com peritonite fecal. Qual o estágio desta diverticulite, segundo a classificação de Hinchey?
Diverticulite com peritonite fecal = Hinchey IV, indicando contaminação grave e necessidade de cirurgia.
A classificação de Hinchey é fundamental para guiar o tratamento da diverticulite aguda complicada. A presença de peritonite fecal, como descrito no enunciado, é o critério definidor do estágio IV, que representa a forma mais grave da doença e geralmente exige intervenção cirúrgica de emergência.
A diverticulite aguda é uma condição comum, e sua complicação pode levar a quadros graves de abdome agudo. A classificação de Hinchey é uma ferramenta essencial na prática cirúrgica, permitindo estratificar a gravidade da doença e orientar a conduta terapêutica, desde o manejo conservador até a intervenção cirúrgica de emergência. Compreender cada estágio é vital para o residente. O diagnóstico da diverticulite aguda baseia-se na clínica (dor abdominal, febre, leucocitose) e é confirmado por exames de imagem, principalmente a tomografia computadorizada de abdome, que pode evidenciar sinais como borramento da gordura pericólica, espessamento da parede do cólon, abscessos ou perfuração com líquido livre. A presença de peritonite fecal é um achado grave que indica contaminação maciça da cavidade abdominal. O tratamento varia conforme o estágio de Hinchey. Enquanto os estágios I e II podem, em alguns casos, ser manejados com antibióticos e drenagem percutânea de abscessos, os estágios III (peritonite purulenta) e IV (peritonite fecal) geralmente exigem intervenção cirúrgica imediata, como a ressecção do cólon afetado. O conhecimento aprofundado dessa classificação é crucial para a tomada de decisão rápida e eficaz em situações de emergência cirúrgica.
A classificação de Hinchey divide a diverticulite complicada em: Estágio I (abscesso pericólico ou mesentérico), Estágio II (abscesso pélvico, intra-abdominal distante ou retroperitoneal), Estágio III (peritonite purulenta generalizada) e Estágio IV (peritonite fecal generalizada).
A tomografia computadorizada de abdome é o exame de imagem de escolha para o diagnóstico e estadiamento da diverticulite aguda, permitindo identificar a presença de divertículos, inflamação, abscessos, perfuração e líquido livre, o que é crucial para aplicar a classificação de Hinchey e guiar a conduta.
A diverticulite Hinchey IV, caracterizada por peritonite fecal, é uma emergência cirúrgica. O tratamento padrão envolve laparotomia exploradora, ressecção do segmento colônico afetado e, frequentemente, a realização de uma colostomia (procedimento de Hartmann) para desviar o trânsito intestinal e permitir a cicatrização.
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