SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025
A diverticulite é resultado da perfuração de um divertículo colônico. O termo é, sem dúvida, uma denominação errônea, pois a doença na realidade, é uma infecção pericólica extraluminar, causada pelo extravasamento de fezes através do divertículo perfurado. Peridiverticulite seria o termo que mais apropriadamente descreveria o processo infeccioso. O reconhecimento de que a infecção na verdade é causada pela perfuração do cólon, um evento que com frequência é controlado pelas defesas naturais do corpo, fornece uma base para a compreensão dos sinais e sintomas da doença, assim como os métodos diagnósticos para o tratamento. Hinchey e colaboradores descreveram um sistema de classificação prático que fornece uma certa organização do amplo espectro clínico da doença. Assinale o estádio Il proposto por Hinchey:
Hinchey II = Abscesso pélvico emparedado ou retroperitoneal/distante, exigindo drenagem percutânea.
A classificação de Hinchey é crucial para guiar o manejo da diverticulite aguda, diferenciando entre estágios que requerem tratamento conservador, drenagem percutânea ou intervenção cirúrgica. O estádio II indica um abscesso maior que pode ser pélvico, retroperitoneal ou distante, geralmente necessitando de drenagem.
A diverticulite aguda é uma condição comum que resulta da perfuração de um divertículo colônico, levando a uma infecção pericólica extraluminar. Sua incidência aumenta com a idade e é uma causa frequente de dor abdominal aguda em idosos. O reconhecimento precoce e o estadiamento correto são cruciais para evitar complicações graves como sepse e peritonite. A classificação de Hinchey é a ferramenta mais utilizada para estadiar a gravidade da diverticulite aguda complicada, auxiliando na tomada de decisão terapêutica. Ela categoriza a doença com base na extensão da inflamação e na presença de abscesso ou peritonite. O estadiamento preciso, geralmente realizado por tomografia computadorizada, permite diferenciar casos que podem ser tratados clinicamente daqueles que necessitam de intervenção cirúrgica ou drenagem percutânea. O tratamento varia desde antibióticos e repouso intestinal para casos leves (Hinchey 0 e I) até drenagem percutânea para abscessos maiores (Hinchey II) e cirurgia de emergência para peritonite generalizada (Hinchey III e IV). Compreender cada estágio da classificação de Hinchey é essencial para o residente, pois direciona a conduta e impacta diretamente o prognóstico do paciente.
A classificação de Hinchey divide a diverticulite aguda em quatro estágios: I (abscesso pericólico ou mesentérico), II (abscesso pélvico, retroperitoneal ou distante), III (peritonite purulenta generalizada) e IV (peritonite fecal generalizada).
A classificação de Hinchey é fundamental para guiar a conduta terapêutica, desde o tratamento conservador com antibióticos até a drenagem percutânea de abscessos ou a cirurgia de emergência para peritonite, impactando diretamente o prognóstico do paciente.
Hinchey I refere-se a um abscesso pericólico ou mesentérico pequeno e localizado, enquanto Hinchey II descreve um abscesso maior, que pode ser pélvico, retroperitoneal ou distante, exigindo geralmente drenagem percutânea.
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