Hemorroidas: Classificação, Sintomas e Opções de Tratamento

SMS Campo Grande - Secretaria Municipal de Saúde (MS) — Prova 2025

Enunciado

A hemorroidectomia é o melhor meio de curar a doença hemorroidária e deve ser considerada sempre que os pacientes fracassarem em responder satisfatoriamente a tentativas repetidas de medidas conservadoras; se as hemorroidas estão muito prolapsadas e precisam de uma redução manual; se as hemorroidas se complicam pelo estrangulamento ou doenças associadas, como ulcerações, fissuras, fístulas; ou se as hemorroidas estão associadas a hemorroidas externas sintomáticas ou grandes plicas anais. Saber identificar a graduação das hemorroidas internas, sinais e sintomas, para posterior orientar um bom tratamento são fatores fundamentais para impedir sua evolução cirúrgica. Sendo assim, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) Segundo grau; prolapso precisando de redução digital, sangramento, vazamento; ligadura com elástico, coagulação, modificação dietética
  2. B) Terceiro grau; prolapso precisando de redução digital, sangramento, vazamento; hemorroidectomia cirúrgica, ligadura com elásticos, modificações dietéticas
  3. C) Primeiro grau; prolapsada, não pode ser reduzida, estrangulada; Hemorroidectomia cirúrgica de urgência, modificações dietéticas
  4. D) Segundo grau; prolapso precisando de redução digital, sangramento, vazamento; modificação dietética e programação cirúrgica
  5. E) Nenhuma das anteriores

Pérola Clínica

Hemorroida 3º grau: prolapso com redução digital, sangramento, vazamento → Hemorroidectomia, ligadura elástica, dieta.

Resumo-Chave

A classificação das hemorroidas internas é crucial para guiar o tratamento. Hemorroidas de terceiro grau, que prolapsam e requerem redução manual, podem ser tratadas com ligadura elástica, mas frequentemente necessitam de hemorroidectomia cirúrgica, além de medidas dietéticas e comportamentais.

Contexto Educacional

A doença hemorroidária é uma condição comum que afeta o plexo vascular do canal anal, resultando em sintomas como sangramento, dor, prurido e prolapso. A classificação das hemorroidas internas é fundamental para guiar a conduta terapêutica, sendo divididas em quatro graus com base no seu grau de prolapso. Hemorroidas de primeiro grau sangram, mas não prolapsam. As de segundo grau prolapsam com a defecação, mas reduzem espontaneamente. As de terceiro grau prolapsam e requerem redução manual. Já as de quarto grau estão permanentemente prolapsadas e não podem ser reduzidas. O tratamento varia desde medidas conservadoras (dieta rica em fibras, hidratação, banhos de assento) para graus iniciais, até procedimentos ambulatoriais como ligadura elástica e escleroterapia para graus I e II, e cirurgia (hemorroidectomia) para graus III e IV ou falha de tratamentos menos invasivos. A hemorroidectomia é o tratamento definitivo para a doença hemorroidária avançada ou refratária. É indicada em casos de prolapso significativo que necessita de redução manual (grau III), prolapso irredutível (grau IV), estrangulamento, trombose externa extensa, ou quando há associação com outras patologias anais. A escolha do tratamento deve ser individualizada, considerando a gravidade dos sintomas, o grau da doença e as preferências do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os graus de hemorroidas internas e suas características?

As hemorroidas internas são classificadas em 4 graus: Grau I (sangram, não prolapsam), Grau II (prolapsam com esforço, reduzem espontaneamente), Grau III (prolapsam com esforço, requerem redução manual) e Grau IV (prolapsam e não podem ser reduzidas).

Quando a hemorroidectomia cirúrgica é indicada?

A hemorroidectomia é indicada para hemorroidas de Grau III e IV, quando há falha do tratamento conservador ou de procedimentos menos invasivos, em casos de prolapso significativo, estrangulamento, ou quando associadas a outras patologias anais.

Quais são as medidas conservadoras para o tratamento da doença hemorroidária?

As medidas conservadoras incluem aumento da ingestão de fibras e líquidos para evitar constipação, banhos de assento com água morna, uso de analgésicos tópicos e orais, e pomadas com corticoides ou anestésicos locais para alívio sintomático.

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