Grupo OPTY - Rede de Oftalmologia — Prova 2025
Paciente, 30 anos, chega ao pronto-socorro após um acidente de carro. Ele está consciente e orientado, mas apresenta uma frequência cardíaca de 110 bpm e respiração rápida. A pressão arterial está levemente diminuída, e ele relata sentir-se um pouco tonto. Não há sinais evidentes de sangramento externo. A classificação da hemorragia deste paciente com base nos sinais clínicos apresentados é de:
FC ↑ (100-120), PA ↓ leve, FR ↑, tontura → Hemorragia Classe II (perda 15-30% volume).
A classificação da hemorragia segundo o ATLS é baseada em sinais clínicos que refletem a perda volêmica. Na Classe II, há taquicardia (FC > 100), taquipneia, PA normal a levemente diminuída, e alterações do estado mental como ansiedade ou tontura, indicando uma perda de 15-30% do volume sanguíneo.
A classificação da hemorragia no paciente traumatizado é um componente crítico da avaliação inicial e do manejo, conforme preconizado pelo Advanced Trauma Life Support (ATLS). Ela permite estimar a perda volêmica e guiar a ressuscitação, sendo fundamental para residentes que atuam em pronto-socorro. A hemorragia é classificada em quatro classes, baseadas em sinais clínicos que refletem a resposta fisiológica à perda de volume sanguíneo. A Classe I (perda < 15%) geralmente apresenta sinais vitais normais. A Classe II (perda de 15-30%) é caracterizada por taquicardia (FC > 100 bpm), taquipneia, pressão arterial normal ou levemente diminuída, e alterações do estado mental como ansiedade ou tontura. A Classe III (perda de 30-40%) mostra taquicardia e taquipneia mais acentuadas, hipotensão clara e alteração significativa do estado mental. A Classe IV (perda > 40%) é um choque hipovolêmico grave e iminente, com hipotensão profunda e letargia. No caso apresentado, o paciente tem FC de 110 bpm (taquicardia), respiração rápida (taquipneia), PA levemente diminuída e tontura (alteração do estado mental). Esses sinais são consistentes com uma hemorragia Classe II. É importante ressaltar que pacientes jovens podem compensar a perda volêmica por mais tempo, mantendo a PA, mas a taquicardia é um sinal precoce e confiável de hipovolemia. O reconhecimento precoce e a reposição volêmica adequada são essenciais para prevenir a progressão para choque mais grave.
Os principais parâmetros incluem frequência cardíaca, pressão arterial, frequência respiratória, débito urinário, estado mental e perda sanguínea estimada. A taquicardia é geralmente o primeiro sinal de choque hipovolêmico.
A hemorragia Classe I envolve perda de até 15% do volume sanguíneo, com sinais vitais geralmente normais. A Classe II envolve perda de 15-30%, com taquicardia (>100 bpm), taquipneia, PA normal a levemente diminuída e ansiedade/tontura.
Em pacientes jovens e saudáveis, mecanismos compensatórios como vasoconstrição periférica e aumento da frequência cardíaca podem manter a pressão arterial sistólica dentro da faixa normal ou apenas levemente diminuída, mesmo com uma perda volêmica significativa (até 30%).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo