Hanseníase: Classificação e Diagnóstico pela Baciloscopia

HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023

Enunciado

Em relação à hanseníase, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) Tem baixa letalidade e alta mortalidade.
  2. B) O coeficiente de detecção de casos novos é função da prevalência de casos e da agilidade diagnóstica dos serviços de saúde.
  3. C) De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a definição de caso de hanseníase deverá ter pelo menos dois dos critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico e baciloscopia positiva para bacilo de Hansen.
  4. D) A baciloscopia positiva classifica o caso como multibacilar, independente do número de lesões.
  5. E) O resultado negativo da baciloscopia exclui o diagnóstico de hanseníase.

Pérola Clínica

Hanseníase: Baciloscopia positiva = multibacilar, independente do número de lesões.

Resumo-Chave

A classificação da hanseníase é crucial para o tratamento. A baciloscopia positiva, mesmo com poucas lesões, indica alta carga bacilar e exige esquema multibacilar, diferenciando-se da paucibacilar que é definida por baciloscopia negativa e até 5 lesões.

Contexto Educacional

A hanseníase, doença crônica infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae, ainda representa um desafio de saúde pública, especialmente em regiões endêmicas. Seu diagnóstico precoce e classificação correta são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir incapacidades. A doença afeta principalmente pele e nervos periféricos, mas pode acometer outros órgãos. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico-epidemiológico, baseado na identificação de um ou mais dos seguintes sinais cardinais: lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade e/ou força motora, e baciloscopia positiva. A classificação em paucibacilar ou multibacilar é vital para o tratamento, sendo a baciloscopia positiva um critério definitivo para multibacilaridade, mesmo na ausência de múltiplas lesões. O tratamento da hanseníase é feito com politerapia (MDT) fornecida gratuitamente pela OMS. O esquema varia conforme a classificação (paucibacilar ou multibacilar), com duração de 6 ou 12 meses, respectivamente. O acompanhamento rigoroso é necessário para monitorar a adesão, identificar reações hansênicas e prevenir sequelas, garantindo a cura e a reabilitação do paciente.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios diagnósticos da hanseníase segundo a OMS?

A OMS define caso de hanseníase com pelo menos um dos critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade ou força, e/ou baciloscopia positiva.

Qual a diferença entre hanseníase paucibacilar e multibacilar?

A hanseníase paucibacilar tem até 5 lesões cutâneas e baciloscopia negativa. A multibacilar tem mais de 5 lesões ou baciloscopia positiva, independentemente do número de lesões.

Por que a baciloscopia é tão importante na hanseníase?

A baciloscopia é crucial para confirmar a presença do Mycobacterium leprae e classificar o paciente como multibacilar, o que direciona o esquema terapêutico e a duração do tratamento.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo