HUSE - Hospital de Urgência de Sergipe Gov. João Alves Filho — Prova 2023
Em relação à hanseníase, assinale a alternativa CORRETA.
Hanseníase: Baciloscopia positiva = multibacilar, independente do número de lesões.
A classificação da hanseníase é crucial para o tratamento. A baciloscopia positiva, mesmo com poucas lesões, indica alta carga bacilar e exige esquema multibacilar, diferenciando-se da paucibacilar que é definida por baciloscopia negativa e até 5 lesões.
A hanseníase, doença crônica infecciosa causada pelo Mycobacterium leprae, ainda representa um desafio de saúde pública, especialmente em regiões endêmicas. Seu diagnóstico precoce e classificação correta são fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e prevenir incapacidades. A doença afeta principalmente pele e nervos periféricos, mas pode acometer outros órgãos. O diagnóstico da hanseníase é essencialmente clínico-epidemiológico, baseado na identificação de um ou mais dos seguintes sinais cardinais: lesão(ões) de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade e/ou força motora, e baciloscopia positiva. A classificação em paucibacilar ou multibacilar é vital para o tratamento, sendo a baciloscopia positiva um critério definitivo para multibacilaridade, mesmo na ausência de múltiplas lesões. O tratamento da hanseníase é feito com politerapia (MDT) fornecida gratuitamente pela OMS. O esquema varia conforme a classificação (paucibacilar ou multibacilar), com duração de 6 ou 12 meses, respectivamente. O acompanhamento rigoroso é necessário para monitorar a adesão, identificar reações hansênicas e prevenir sequelas, garantindo a cura e a reabilitação do paciente.
A OMS define caso de hanseníase com pelo menos um dos critérios: lesões de pele com alteração de sensibilidade, espessamento de nervo periférico com alteração de sensibilidade ou força, e/ou baciloscopia positiva.
A hanseníase paucibacilar tem até 5 lesões cutâneas e baciloscopia negativa. A multibacilar tem mais de 5 lesões ou baciloscopia positiva, independentemente do número de lesões.
A baciloscopia é crucial para confirmar a presença do Mycobacterium leprae e classificar o paciente como multibacilar, o que direciona o esquema terapêutico e a duração do tratamento.
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