UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Mulher de 47 anos, assintomática. AF: neoplasia colorretal. Colonoscopia até ileoterminal, com bom\npreparo, evidenciou pólipo pediculado em cólon sigmoide, realizada polipectomia, sem\nintercorrências. Anatomopatológico: adenocarcinoma pouco diferenciado, Haggit 4.\nCom relação à classificação de Haggit, é correto afirmar que a lesão:
Haggitt 4 = Invasão da submucosa da parede do cólon (base do pólipo); indica maior risco de metástase.
A classificação de Haggitt avalia a profundidade de invasão em pólipos pediculados; o nível 4 indica que o tumor atingiu a submucosa da parede colônica propriamente dita.
A classificação de Haggitt é fundamental para a decisão terapêutica após a descoberta de câncer em um pólipo ressecado por colonoscopia. Enquanto os níveis 1 a 3 em pólipos pediculados podem ser tratados apenas com a polipectomia (desde que as margens sejam > 2mm e não haja invasão vascular), o nível 4 representa uma doença invasiva da parede.\n\nEm pólipos sésseis, utiliza-se preferencialmente a classificação de Kikuchi (Sm1, Sm2, Sm3). A compreensão exata de onde o tumor termina e a parede do cólon começa é o que define o risco de disseminação linfática, sendo o Haggitt 4 o divisor de águas para a indicação de cirurgia radical.
A classificação de Haggitt aplica-se a pólipos pediculados com adenocarcinoma invasivo. O Nível 1 indica invasão limitada à cabeça do pólipo. O Nível 2 indica invasão do colo do pólipo (junção entre cabeça e pedículo). O Nível 3 indica invasão de qualquer parte do pedículo (haste), mas sem atingir a submucosa da parede colônica. Todos esses níveis (1 a 3) geralmente apresentam baixo risco de metástase linfonodal se outros critérios favoráveis estiverem presentes.
O Nível 4 de Haggitt ocorre quando o adenocarcinoma invade a submucosa da parede do cólon, abaixo da base do pedículo. Por definição, todos os pólipos sésseis com invasão submucosa são classificados como Haggitt 4. Clinicamente, o nível 4 está associado a um risco significativamente maior de metástases para linfonodos regionais (cerca de 10-15%), frequentemente exigindo ressecção cirúrgica complementar (colectomia) após a polipectomia.
Além da profundidade de invasão (Haggitt), o patologista avalia o grau de diferenciação (tumores pouco diferenciados têm pior prognóstico), a presença de invasão angiolinfática e a margem de ressecção. No caso da questão, o adenocarcinoma é 'pouco diferenciado' e 'Haggitt 4', ambos fatores de alto risco que indicam que a polipectomia isolada pode ser insuficiente para o tratamento oncológico definitivo.
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